A ‘granada econômica’ que Guedes quer destravar sobre as domésticas, operários, aposentados e quem recebe pelo salário mínimo

A ‘granada econômica’ que pode atingir 80 milhões de brasileiros é a proposta do ministro da economia Paulo Guedes de acabar com a correção do salário mínimo pela inflação; salário que não teve aumento real nos últimos quatro anos.

Conforme o plano econômico de Bolsonaro, que para desespero da campanha vazou antes da eleição, o reajuste do mínimo seria calculado “pela meta de inflação”. Assim, o governo reajustaria as aposentadorias e pensões abaixo da inflação, atingindo os mais pobres.

A “desculpa” de Guedes, conforme Eduardo Moreira, já eleito entre os três principais economistas do Brasil, é acabar com a indexação do mínimo para abrir espaço fiscal para investimentos.

– Na verdade o que ele quer é atender aos interesses dos amiguinhos deles, donos de construtoras, de fábricas, para ganhar mais ainda em cima do cara que ganha o mínimo – alerta.

Em transmissão do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), Moreira fez uma projeção caso a proposta já estivesse em vigor. Em 2022, por exemplo, o salário mínimo seria de apenas R$ 1.094,74, ante aos atuais R$ 1.212 – uma redução de R$ 117, 26.

– Quase 10% abaixo do que é hoje, que já perde para inflação de alimentos, sem ganho real nenhum. Antigamente, a cesta básica equivalia a 33% do salário mínimo, hoje é 50% – comparou o economista.

Ao fim, é uma ‘granada econômica’ que Guedes se prepara para destravar sobre aposentados, empregadas domésticas, trabalhadores da construção e todos, mesmo informais, que recebem com vinculação ao valor do salário mínimo.

É preciso pagar a conta das medidas eleitoreiras. O pacote fiscal liberaria cerca de R$ 100 bilhões anuais no Orçamento da União.

Reproduzo o vídeo com os dados analisados pelo economista. Em associação ao ICL Notícias, apresentarei vídeos aos leitores com a real economia exposta por ele.

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