Alice Chala | Ponto

Hoje sentei aqui sem roteiro, um pouco cansada, das coisas e de escrever na primeira pessoa. Queria mascarar e contar outra história, por hoje, que não fosse a minha.

É um desses dias que nada parece estar no lugar e o caos se torna a única coisa concreta. E nesses momentos eu gostaria que houvesse um tipo de refúgio, que pudesse silenciar todas as incertezas, os medos, as angústias e essa sensação de fracasso.

Nesses momentos eu gostaria que houvesse uma pausa, um respiro, dentro do espaço-tempo. E sozinha encontraria meu caminho de volta. Será?

Hoje não queria escrever para ninguém, mas que alguém escrevesse para mim. Alguém que enviasse uma receita pronta, com soluções fáceis de realizar. 

É uma competição difícil, travada todos os dias, as vezes venço e noutras, só me resta aceitar. 

Disse para um amigo que é sensação de “fim de mundo”.  E nesse mundo que acaba agora, outro se prepara para nascer. Logo ali, bem na próxima esquina.

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