Ana D´Avila | Sábado de Sol

Um ar de outono transformava o dia. Parecia que todos  estavam num céu de felicidade. Mas não era bem assim. Havia lágrimas nos olhos da criança. Que, no colo de sua mae , observava o mundo. Mundo este, encantado para uns. Complicado para outros.

Na praça de nome francês ,Avezon,em plena terra brasileira, passeavam tribos variadas.Eram hippies, gente apaixonada e pedintes. A maioria era sofrida, mal alimentados e com falhas nos dentes. É o Brasil. Da mesquinhez politica, das doenças e da fome.

Mas todos precisam viver. Trabalhar, comer e amar.Que outros caminhos existirão. Não há registro nenhum.E no mundo a fome e a poluição devastam mares e rios. O sol entretanto, sempre  aparece. Circundando as ondas do mar.Aqui nesta praia sulina.

Não quero só pensar em problemas. Tudo tem solução. Basta educação, consciência ecológica e vontade mudar.Anoitece e eu já nem sei dizer se vivo ou se morro.Também nem sei  se a felicidade anda comigo ou apenas me assusta.

É sábado. Tem sol. E onde foi parar minha alegria.Na minha casa ou dentro do mar.Envolta numa confusão mental, uma gargalhada, como se fosse doida.Depois lamento e choro, minha parca vida. De sofrimento emocional. De uma estrada que não termina. E de uma realidade, muitas vezes caótica.Notadamente e até, num sábado de sol.(Ana D´Avila)

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