Mentira sobre baixar combustíveis vai assaltar Viamão, Cachoeirinha e Gravataí em 42 milhões anuais

O populismo eleitoreiro do projeto ‘fake news’ para baixar combustíveis vai provocar R$ 42,2 milhões em perdas anuais para Gravataí, Cachoeirinha e Viamão. A projeção de especialistas é que, com a aprovação, a gasolina e o diesel, por exemplo, reduzam o custo na bomba em apenas 0,53% em 2022.

O PLP 18/2022 será votado nesta terça por articulação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), limitando a cobrança de ICMS de combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo em 17%. Hoje, no Rio Grande do Sul, é de 25%. A estimativa de perdas nos estados e prefeituras gaúchas chega a R$ 4 bilhões/ano.

O governo Jair Bolsonaro tem simpatia ao projeto, porque reforça o discurso político de repassar aos governadores a responsabilidade pela alta nos combustíveis e no gás de cozinha.

Em nota, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Secretaria da Fazenda do Estado alertam que estados e municípios terão serviços prejudicados em áreas essenciais como saúde e educação, principalmente pela falta de transição na redução dos impostos, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) tinha fixado 2024 como último ano0 para alíquotas superiores a 17% em energia e comunicação nos estados.

– Defende-se, assim, que, ao invés dessa medida, se aplique um aumento dos impostos nas empresas petrolíferas que são hoje em dia as que têm obtido os maiores lucros e podem arcar com estes valores em prol de nossa sociedade – assina o presidente da CNM, o gaúcho Paulo Ziulkoski.

– (a medida) Se mostrará inócua na redução de preços, conforme se verifica desde novembro, pois mesmo estando congelados desde então os preços de referência do ICMS em todo o país, os valores ao consumidor seguem subindo por conta do dólar e da cotação internacional – diz nota da Fazenda gaúcha.

Nos cálculos de Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa, o impacto da medida sobre o preço da gasolina será baixo — queda de aproximadamente 0,53% neste ano. Considerando combustíveis, energia, telecomunicações e transportes coletivos, o efeito deflacionário será próximo de 1,30%.

– Estados que dependem da arrecadação do ICMS buscarão compensar as perdas aumentando outras tarifas. No fim, vão cair no mesmo problema – concorda o consultor econômico Raul Velloso.

Se a aprovação é prevista na Câmara Federal, principalmente pela pressão do ano eleitoral, a expectativa de governadores e prefeitos é que o PLP não passe no Senado, que não tem renovação completa na eleição e, com menos senadores que deputados, não dilui a representação dos estados e municípios como a ‘câmara baixa’.

Ao fim, combinemos: é só uma fake news, para criar a falsa ideia de que algo está sendo feito para tentar baixar os combustíveis e conter a maior inflação desde a aplicação do Plano Real, há 28 anos.

É obvia a necessidade de uma reforma tributária; não uma mentira.

Não dá para esquecer de lembrar que o ICMS sempre existiu e os preços dos derivados de petróleo disparam desde o pré-guerra na Ucrânia pela política de equiparação de preços ao mercado internacional em dólar.

A conta aqui no chão que a gente pisa é simples: aprovado e sancionado o projeto, Gravataí perde R$ 22,4 milhões, Cachoeirinha 10,7 milhões e Viamão 9,1 milhões, em troca de centavos na bomba.

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Exaustão

Salete havia decidido mudar de vida. Morava num pequeno sítio no interior de São Paulo. Mas pensava que seria mais feliz na capital.Engano profundo. Na capital moravam os grandes vícios.

Leia mais »

Cachorro e Cuia

Nesta cidade praiana o comum eram cachorros e cuias. Não dá pra dizer que não era umacidade sonho gaúcho. Era. Outono,quase inverno,e as poucas pessoas que circulavam na ruatinham este

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook