Quarta-feira, 15 de JULHO de 2020

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Crise da Saúde

Sem receber salários, médicos paralisam atividades em postos de Saúde

por Cristiano Abreu | Publicada em 21/05/2020 às 00h| Atualizada em 28/05/2020 às 22h43

Médicos contratados pela Associação Mahatma Gandhi, terceirizada que faz a gestão das unidades de Saúde (UBSs) do município, paralisaram atendimentos nesta quinta-feira (21). São pelo menos 12 profissionais que alegam não terem recebido salários, apesar do acordo entre Prefeitura e empresa  para a manutenção dos serviços sem prejuízo à população.

No início deste mês, a Prefeitura anunciou que colocaria os pagamentos à Associação em dia. Porém, nos bastidores, os médicos afirmam que a Mahtma alega que os repasses realizados pela Administração não foram suficientes, por isso, o pagamento de outras categorias, como pessoal administrativo, técnicos de enfermagem, agentes de saúde e enfermeiros foi priorizado. Conforme o colega Vilson Arruda, sempre bem informado, os médicos vinham trabalhando "no amor", mas não conseguem mais suportar sem salário. 

Segundo fontes, representantes da empresa e do Município participaram de reunião nesta manhã. A Prefeitura de Viamão afirmou à coluna que todas as UBSs estão abertas, porém admite que em algumas, os médicos estão parados. Não houve manifestação sobre a negociação com a Mahatma. O Diário de Viamão tentou contato com a Associção, mas até a publicação dessa matéria, não obteve retorno.

Segundo informações do Portal Transparência, a Prefeitura realizou três pagamentos em maio referentes à manutenção das Unidades Básicas, totalizando R$ 764.661,31‬. Para a Saúde Mental, os pagamentos somam R$ 688.471,91.

 

Fonte: Portal Transparência Viamão

 

 

Entenda o caso

Os contratos do município com a terceirizada que faz a gestão de quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), de 16 UBSs e duas Unidades de Referência venceram em março. Sem receber salários, os trabalhadores paralisaram atividades em abril, e a Mahatma chegou a anunciar que não teria interesse em renovar contrato. Houve articulação política, e a Câmara aprovou a criação de 352 cargos para evitar a suspensão do atendimento e substituir os terceirizados. Depois, mesmo contrariando orientação do Tribunal de Contas, anunciaram a manutenção da empresa até o fim deste mês.

É uma novela longe do fim.

 

 

 

Cristiano Abreu

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