Quinta-feira, 29 de OUTUBRO de 2020

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Opinião

AMANDA PEROBELLI / REUTERS

’Stop Bolsonaro’ ecoa pelo mundo que registra 500 mil mortes pelo coronavirus

por Claudio Brasil | Publicada em 29/06/2020 às 00h| Atualizada em 10/07/2020 às 16h57

Ontem foi mais um dia para o Brasil recontar os mortos e infectados pelo Coronavírus em meio à pandemia. Mas não foi mais apenas "um dia comum". Diante da triste marca de mais de 1,3 milhão de infectados e aproximando-se dos 60 mil mortos, o país vive ainda sob o dilema da flexibilização e "desflexibilização" das atividades comerciais e da falta de um discurso simples e direto em relação à política pública nacional de combate à pandemia.

Os números são observados do Palácio do Planalto à distância. O presidente Jair Bolsonaro parece ter mudado de estratégia diante dos dados, que revelam todos os dias, ao custo de mortes evitáveis, ser o distanciamento a única medida sensata para se achatar a curva de contaminação da doença, o que ainda não ocorreu.  Assim, ele diminuiu suas incursões públicas sem máscaras juntos a manifestações antidemocráticas.

E realmente o "sumiço" do presidente tem surtido efeito benéfico não apenas no que diz respeito à diminuição de aglomerações, mas também, em proporcionar a diversificação de manifestações. Com os correligionários do "mito" perdendo interessados, manifestações contra o presidente tem ganhado cada vez mais espaço.

Essas manifestações têm mostrado que Brasília também se preocupa com as vidas e humaniza a visão dos brasileiros em relação ao Congresso Nacional, tão ameaçado pela verborragia de militantes de Bolsonaro. Mostra também que o espaço público deve representar os valores democráticos. Depois de diversos meses de monopolização da capital pelos simpatizantes do presidente, pouco a pouco as peças do tabuleiro estão sendo invertidas. Seguem as manifestações pró-governo, mas com cada vez menor intensidade.

A população brasileira parece estar despertando e retomando as avenidas para demonstrar sua preocupação, seu medo e sua empatia com seus entes mortos e os entes de seus amigos. Nomes que a cada dia aumentam. Histórias que vão ficando no tempo, mas que vão ganhando importância na consciência coletiva e que já são símbolos de um país que em meio a pior pandemia da história, segue sem um Ministro Saúde da área médica.  

Nesse domingo os manifestantes homenagearam os mortos plantando cruzes em frente ao Congresso Nacional. Só que dessa vez as vozes silenciadas pelo Coronavírus no Brasil ecoaram por diversas cidades em diversos países pelo mundo inteiro. "Stop Bolsonaro" foi entoado na Áustria, em Viena. Na Inglaterra, em Londres. Em Portugal, Lisboa foi o palco escolhido para o ato.

O mundo demonstra seu medo em relação ao Brasil e à falta de políticas públicas adequadas. "Stop Bolsonaro" não será suficiente para consolar os parentes dos mortos, mas mostra que a comunidade mundial parece sentir que o drama que ocorre no Brasil não é apenas brasileiro. O genocídio começa a tomar proporções mundiais: são 500 mil mortes e 10 milhões de casos distribuídos por todo planeta.

 Por aqui nos cabe, enquanto população, seguirmos os protocolos de distanciamento e higienização para que o pico das curvas de contaminação e de mortes seja o mais ameno possível. Muitas vidas podem ser salvas por meio de protocolos, e não podemos esquecer disso. Utilizar máscaras pode ser o diferencial positivo entre as bandeiras amarelas e vermelhas no inverno que vai se estabelecendo com as temperaturas caindo, ou seja, sinal de emergências lotadas.

A aceleração da retomada da economia também depende muito do comportamento da população. Pra mim já ficou claro que os governantes seguirão com a política "sanfona", de libera e fecha estabelecimentos, dependendo dos números e da quantidade de leitos de UTIs disponíveis. Não podemos deixar nas mãos de políticos os destinos daqueles que amamos. O Brasil é o segundo país do mundo em número de infectados, atrás apenas dos EUA e isso é muito assustador.

 

*As publicações nos espaços de opinião são responsabilidades de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Diário de Viamão.

Cristiano Abreu

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