Quinta-feira, 29 de OUTUBRO de 2020

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Opinião

Coluna do Brasil | Coronavírus volta a mostrar força no mundo, e Brasil deve ficar atento

por Claudio Brasil | Publicada em 05/10/2020 às 00h| Atualizada em 05/10/2020 às 14h37

Enquanto no Brasil se discute a flexibilização nos critérios para reabertura do comércio se vê os números relativos às infecções pela Covid-19 diminuírem, o Coronavírus mostra que não libertará tão cedo a raça humana. O mais recente alvo do insolente visitante foi nada mais nada menos do que presidente de uma das nações mais poderosas da Terra, os Estados Unidos. Donald Trump foi diagnosticado sexta-feira como infectado, sendo internado com “fatiga e febre”, conforme boletim da Casa Branca.

Vale lembrar que, assim como o presidente Jair Bolsonaro, que também precisou enfrentar o vírus, Trump sempre foi contrário às medidas mais básicas de segurança, como a utilização de máscaras. Mas ao sair do hospital, domingo, o mandatário estava de máscara e ainda teve tempo de cumprimentar apoiadores. Em gravação, Trump declarou ter aprendido muito sobre Covid. “Aprendi realmente indo à escola. Esta é a escola real. Isto é realmente ler o livro da escola. E eu entendi. E é muito interessante vocês aprenderem isso". Espero que comece a usar máscara...

Quem teria coragem de atacar o  presidente dos Estados Unidos em plena campanha para as eleições presidenciais de 2020? Os comunistas do leste? O temido exército chinês? Não, mas um ser microscópico, um vírus. Os Estados Unidos apresentam atualmente 7.382.341 casos registrados e mais de 200 mil mortes, conforme dados do Instituto Johns Hopkins.
 
Mas não é só na América que a Covid-19 mostra sua força. Países da Europa voltaram o registrar aumento nos casos de Coronavírus nos últimos meses. Mesmo com todo o poderio econômico, as potências do Velho Continente, depois de flexibilizar a circulação de pessoas assim como o funcionamento de bares e lojas, se veem no terço final de 2020 tendo mais uma vez de retroceder, voltando a aplicar a prática mais eficiente até agora contra a Covid-19, o “lockdown”.

Primeiramente a Espanha, que já havia sofrido com um dos mais rigorosos confinamentos, precisou reutilizar o mesmo mecanismo diante dos novos dados relativos à doença. E a preocupação retornou. Foi assim em agosto quando, depois das flexibilizações, os casos mostraram aumento. Quando o estado de emergência terminou, em 21 de junho, a Espanha registrava de 100 a 150 casos por dia. Esse número cresceu para mais de 3 mil. Em agosto os números demonstravam o maior crescimento no número de casos na Europa, quando considerados os diagnósticos positivos por 100 mil habitantes.

Os novos critérios do governo espanhol determinam que o lockdown deverá ser utilizado em municípios  com mais de 100 mil habitantes e que apresentem incidências maiores do que 500 infecções a cada mil pessoas. Assim, a capital Madri e mais nove localidades deverão ser enquadrados nas “novas velhas” regras. Moradores só poderão sair de casa por motivos essenciais. Atualmente a Espanha registra 789.932 casos confirmados e mais de 30 mil mortes.
Outubro também não começou alentador na França. Depois de determinar a reabertura de bares e restaurantes, os franceses precisarão se adaptar novamente à solidão contra o vírus. Cidades como Paris, Lille, Lyon, Grenoble e Toulouse precisaram ser isoladas. O governo francês relatou no final de semana quase 17.000 novas infecções confirmadas por coronavírus em apenas 24 horas, estabelecendo um novo recorde diário no país.

Todos esses dados devem nortear desde já a política brasileira em relação à doença e às flexibilizações. Enquanto a vacina ainda parece um sonho distante, apesar das novidades auspiciosas em relação aos testes, é importante que as regras de isolamento assim como a utilização de equipamentos de proteção sejam respeitadas. Quanto aos gestores das cidades, que serão eleitos já em novembro, cabe se espelhar em mais esse exemplo da Europa para evitar a piora da situação brasileira que registra atualmente 4.906.833 de casos confirmados e 145.987 mortes pela doença.

Cristiano Abreu

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