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Opinião

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Coluna do Brasil | A revolução pelos modos de higiene ocorre sem a necessidade de armas

por Claudio Brasil | Publicada em 26/10/2020 às 00h| Atualizada em 26/10/2020 às 13h50

Ao que parece mesmo durante a pandemia provocada pelo Coronavirus está surgindo uma grande oportunidade para que os brasileiros possam começar uma revolução em seu país. Uma das revoluções mais importantes que uma população deve realizar em seu país e que certamente será um grande diferencial para o terceiro milênio que começa ameaçador em relação às infecções causadas por vírus desconhecidos. Uma revolução em que as armas de fogo não são necessárias. Estou me referindo à revolução dos modos de higiene.

Está claro que alguns hábitos adquiridos durante a sofrência representada pela pandemia não deverão, ou não deveriam, sair mais da rotina brasileira diária. A primeira delas diz respeito à higienização das mãos. A utilização constante de álcool gel antes e depois do manuseio de chaves e celulares. Antes das alimentações. E principalmente depois da utilização do dinheiro garantem a não disseminação da Covid-19 assim como de outras doenças. O álcool passou a ser um grande parceiro na hora das compras também para desinfetar embalagens.

Outro aspecto onde a rotina da população parece ter evoluído diz respeito à higienização nasal. Os brasileiros parecem estar conscientes de que as via aeras são as principais portas de entrada e saída dos vírus que infectam o ambiente. A proteção da boca e do nariz ao espirrar ou tossir diminui bastante a chance de que outras pessoas se contagiem. Deixar os tênis e os sapatos que circularam pela rua do lado de fora das residências também se tornou muito comum e posso presenciar isso no prédio onde moro.

Entretanto a principal mudança no comportamento que parece ter vindo para ficar é a utilização de máscaras. Recolhi pessoalmente impressões entre o público idoso, chamado “o grupo de risco”, e pude perceber que muitos deles que costumavam sofrer ano após ano com gripes oportunistas entre outras infecções respiratórias, não tiveram sequer dor de garganta em 2020. É verdade que ainda existem muitos que se negam a usar o equipamento de proteção, mas até entre os “inimigos ideológicos” a máscara está se tornando mais popular depois que propagadores como Bolsonaro e Trump foram contaminados e contaminaram muitos outros com seu comportamento negacionista.

De acordo com especialistas, o uso de máscara somado às medidas de higiene e ao isolamento levou a uma diminuição de 70% no aparecimento de doenças provocadas por outros vírus. Comparando e usando o mesmo período dos três últimos anos, podemos destacar a diminuição em 76,4% no número de casos graves trazidos pelo vírus sincicial respiratório (que normalmente atinge a bebês prematuros causando bronquite e pneumonia). Esses são dados referentes ao intervalo de janeiro a agosto. De acordo com o sistema Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz, “infecções pelo vírus da gripe diminuíram em 62,2%”. “O ano de 2020 não se mostrou um período de gripe e as crianças foram as mais poupadas”. Olhem que ótima notícia!

O novo Boletim InfoGripe, da última sexta-feira, mostra que os casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave e de Covid-19 no país, independentemente da presença de febre, mantêm sinal ritmo lento de queda. No entanto, todas as regiões brasileiras ainda encontram-se na zona de risco e com ocorrências semanais muito altas, exceto a região Sul, que apresenta sinal epidêmico. Entre os resultados positivos para os vírus respiratórios, cerca 97,7% são em consequência do novo coronavírus.

Agora também é a hora da classe política entrar em ação e as eleições municipais de novembro são estratégicas. Isso porque a última fase da revolução da higiene no Brasil precisa se dar nas urnas. Focar em políticos que realmente apresentem planos objetivos no que diz respeito a saneamento público e coleta de lixo seria um ótimo começo. O momento do voto é momento de exercer a cidadania com o máximo de força e responsabilidade. É a hora da população mostrar sua força e sua vontade. Por isso, coloque o lixo no lixo e não nos cargos públicos.

Cristiano Abreu

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