Segunda, 18 de JANEIRO de 2021

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Opinião

Foto: MARCELO CAMARGO | Agência Brasil

Vergonha, famílias de Viamão! Pouco mais da metade das crianças vacinadas; Os VacImbecis

por Rafael Martinelli | Publicada em 06/11/2020 às 00h| Atualizada em 16/11/2020 às 12h29

Pouco mais da metade das crianças de Viamão foram vacinadas contra a poliomielite em 2020. Com o ‘liberou geral’, e tanta gente desfilando máscaras na rua, na praia, na fazenda ou se amontoando em uma casinha de sapé, não me venham culpar a pandemia: é relaxamento, ou a Idade Média chegou!

A campanha, que foi prorrogada até 21 de novembro, atingiu apenas 54,1% da meta no RioGrande do Sul. Em Viamão, o índice está em 59,76% (Fonte: Vacinômetro do DataSUS). Em 2018, chegou a 92,66%. Em 2019 não teve campanha.

Não é um fenômeno local, mas nacional. Conforme o Programa Nacional de Imunizações, pela primeira vez o Brasil não atinge a meta em nenhuma das principais vacinas indicadas para crianças de até um ano. Nos últimos 5 anos, a queda é de 27%.

De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, “é fundamental buscarmos coberturas vacinais homogêneas para todas as faixas etárias e regiões do Rio Grande do Sul”.

Em paralelo, também acontece a Campanha de Multivacinação, focada em atualizar a proteção da população com até 15 anos de idade. Então, não é só gotinha, o esquema vacinal do Ministério da Saúde prevê também doses injetáves, e essas precisam ser administradas em unidades de saúde. 
Ou seja, não há como fazer campanha em shopping ou drive thru.

Não por acaso, em 2019 o ‘movimento antivacina’ foi listado como uma das ameaças à saúde global pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Fake news, disseminadas por desinformados, ou informados do mal, tem sua responsabilidade por casos de sarampo terem sido diagnosticados 20 anos após a doença ser considerada erradicada, para dar um exemplo.

Estudo feito pela Faculdade São Leopoldo Mandic em parceria com a London School of Hygiene and Tropical Medicine mostra que 4,5% dos pais se recusam a vacinar suas crianças, e outros 16,5% têm receio, ou não acham que isso tenha qualquer importância para a saúde de seus filhos. Não é ‘coisa de velho’. Pelo contrário. Entre os pais mais jovens, o índice de insegurança é ainda maior: 23%.

Ao fim, é como pegar um Uber para 5 de novembro de 1904, quando foi criada a Liga Brasileira Contra a Vacinação Obrigatória.

Que vergonha, famílias de Viamão.

VacImbecis!

 

Atenção: Vai ter Dia D extra!


O Governo do Estado pretende realizar um Dia D extra no dia 21 de novembro, permitindo os municípios realizarem mais um sábado de mobilização. os postos de saúde se mantêm abertos para a aplicação de vacinas.

Cristiano Abreu

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