Quinta-feira, 21 de OUTUBRO de 2021

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Esporte

Saul Teixeira | Inter de 97 e o futebol além do resultado

por Saul Teixeira | Publicada em 17/06/2021 às 00h| Atualizada em 17/06/2021 às 14h31

A temporada de 1997 foi um suspiro para os colorados nos anos 1990. A equipe de Celso Roth não possuía grande requinte técnico, mas contava com uma estrutura coletiva que amordaçava os adversários e garantia liberdade para o quarteto ofensivo composto por Sandoval, Arílson, Fabiano e Christian. 

No Brasileirão, vitórias, performance, rendimento e goleadas. Contra Santos, Flamengo, Grêmio e Corinthians, com direito a hat-trick de Christian em pleno Pacaembu. Uma campanha extraordinária!!! O título, porém, esbarrou, principalmente, na falta de um banco mais numeroso e qualificado.

Antes disso, os alvirrubros conquistaram o campeonato gaúcho numa quarta-feira chuvosa e num Beira-Rio abarrotado, gol de Fabiano. O Grêmio desfilava em campo a base que havia feito história e reunia valores individuais como Danrlei, Arce, Mauro Galvão, Roger, Goiano, Emerson, Carlos Miguel e Paulo Nunes. Apenas isso, hehe!!! Rivarola e Dinho foram desfalques. 

Arílson, camisa 10 das principais conquistas do tricolor no período, em 97 virou a casaca e ostentava a braçadeira de capitão. Atrás dos volantes rivais, centralizado. Perna-esquerda e bola parada. Centro técnico do time. Camisa 10 de fato e de direito. 

Sandoval era o motorzinho. (Nova essa em??? Kkk) Explosão, velocidade, tomada de decisão certeira e, principalmente, assistências!!! Grande parte da fama, a dupla Fabiano e Christian deve ao outrora camisa 11. Na contenção, Ânderson e Fernando jogavam postados. O segundo tinha o diferencial de passar e lançar, um legítimo camisa 8 moderno à moda antiga, se é que me entendem. Marcelo Rosa era opção para as quatro funções de meio, sendo literalmente o 12º jogador.

Christian vestia a 9, que já foi de Claudiomiro, Larry, Dario e, posteriormente, de Fernandão. Centroavante de carteirinha. Gols e gols. De cabeça, de esquerda, de carrinho, de fora da área, de pênalti; anos mais tarde, de falta. Ídolo absoluto nos anos seguintes, em 97, porém, “Jesus Christian” ainda era o coadjuvante do ataque.

“Fabiano! Começa, arma, dribla, lança, chuta, termina, finaliza. É tudo com ele!”. A narração de Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha, ilustra o tamanho do camisa 7 no histórico 24/8/97. Inter 5 x 2 no Grêmio em pleno estádio Olímpico. Sendo que o primeiro gol do adversário ocorreu quando já estava 4x0 e o segundo quase nos acréscimos amenizando o então 5 a 1.

Herdeiro da camiseta de Tesourinha, Valdomiro e, depois de Alex Raphael, o mineiro de Betim reunia virtudes de um atacante completamente fora da curva. Velocidade, vitória pessoal, cruzamento preciso e conclusão. Na Carteira de Trabalho era ponta-direita, mas no campo era segundo atacante, extrema pelos dois lados, meia-atacante e até falso 9, às vezes. Uh, Fabiano! Pelo potencial, sua carreira poderia ter sido muito mais robusta do que fora. Lesões, extracampo e, talvez, “a zona de conforto do 5 a 2”, fez com que ficasse até 2001 aberto na ponta-direita e vivendo do drible sobre o lateral e do cruzamento na marca do pênalti. Quanto desperdício técnico!!! 

No Gauchão, o quarto zagueiro era ninguém menos que Carlos Alberto Gamarra Pavón! Foi a primeira vez na vida que vi um craque que não atuava no último terço. Claro que a culpa era da minha visão distorcida sobre futebol. Eu e meus 11 anos, hehe!!! Aliás, a linha defensiva era outra fiadora daquele time. Também havia Enciso improvisado na camisa 2; Márcio ou Marcão na camisa 3 e Luciano na lateral canhota. O paraguaio Espínola e Régis, ambos zagueiros, eram alternativas improvisadas para o lado canhoto. André era a segurança na camisa 1. 

Nem sempre um grande trabalho chegará no lugar mais alto do pódio em matéria de títulos de expressão. Eis outra lição que o Inter de 97 me apresentou. Todavia, aquela formação, sem dúvidas, cumpre com louvores a proposta central dos meus pitacos boleiros. Um brinde ao futebol além do Resultado!

Cristiano Abreu

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