Quinta-feira, 21 de OUTUBRO de 2021

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Crônica

O mundo de Alice | Escolhas: um olhar profundo para nossas verdadeiras intenções

por Alice Chala | Publicada em 21/06/2021 às 00h| Atualizada em 21/06/2021 às 14h35

Nossa vida é construída por inúmeras escolhas que fazemos ao longo do caminho, e isso não é novidade para ninguém. A partir de certa idade, passamos a nos deparar cada vez mais com algumas imposições e burocracias da sociedade, afinal estamos inseridos nesse contexto e é quase impossível fugir (a não ser que você more numa cabana isolada no mato e plante seu próprio alimento, como diria minha mãe).

Entretanto, no meio dessa tempestade de dizer sim ou não para as possibilidades que se estendem na nossa vida, acabamos perdendo-nos dos reais valores e das verdadeiras intenções com a existência.

Quando criança, sonhamos em ser professores e cientistas, a fim de tornar o mundo melhor ou puramente atendendo um desejo profundo do nosso coração infantil e ingênuo. Quando crescemos, aos poucos nos desvencilhamos de todas essas convicções primárias e cedemos lugar às dúvidas e constantes frustrações.

Nos frustramos por não desempenhar o papel daquele sonho, pois ele não se encaixa na realidade, muito menos com a sociedade moderna, que exige cada vez mais agilidade e negação dos próprios desejos, visando suprimir todo e qualquer brilho autêntico que haja no ser.

Encontramos um chão sólido para pisar, que nos mostra um árduo caminho até o que todos consideram o "topo". Somos subjugados pelas nossas habilidades e competências, colocados dentro de caixas e impedidos de respirar ao nosso próprio modo.

E no meio de tudo isso, a criança que tinha vontade de salvar o mundo perde-se, sente-se acuada e se recolhe na distante linha do tempo da infância. Me pergunto quantos cientistas e quantos professores nós já perdemos... sonhos que foram silenciados por um mundo e uma sociedade que não respira nada além de poluição e caos.

Me pergunto para onde foram os projetos imponentes, criados com tanto amor por seres altruístas, com um desejo secreto de transformar um sistema doente. Perguntam a mim o que tem para mostrar os artistas que se calam diante do computador de um escritório, ou de um chefe intragável.

Me pergunto o que vale mais a pena, ser ouvido e ouvir, ou ser famoso, bem-sucedido e calado.

Calando nossos próprios anseios e sonhos, desonrando nossos valores e intenções. Decepcionando e matando nossa criança interior. Em troca de quê? Satisfação para aqueles que contribuem e se beneficiam de todas as nossas dores. Sugam nosso talento e se valem de nossas brilhantes habilidades.

Me pergunto em nome de quem estamos desonrando nossos sonhos, e nos deixando para depois.

 

Com carinho, Alice.

Cristiano Abreu

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