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Crise do Coronavírus

’Festa da Covid’: Estado adia liberação gradual de eventos até 20 mil pessoas em Viamão e Grande Porto Alegre

por Rafael Martinelli | Publicada em 20/07/2021 às 00h| Atualizada em 03/08/2021 às 14h47

O gabinete de crise do Governo do Estado não parece ter segurança para aceitar a proposta de retomada gradual de eventos até 20 mil pessoas, proposta assinada pelos prefeitos Valdir Bonatto, Luiz Zaffalon e Miki Breier, de Viamão, Gravataí e Cachoeirinha, respectivamente.

A média de vidas perdidas caiu de duas a cada 24h em junho para 1.2 nos primeiros 20 dias, até às 16h desta terça, longe da tragédia de seis mortes/dia de março mas ainda sob alerta de especialistas de que a pandemia não terminou e a vacinação ainda não atingiu a 'imunização de rebanho'.

A decisão, que sairia hoje, foi adiada pelo vice-governador. Conforme GZH, hoje no comando do gabinete, Ranolfo Vieira Júnior definiu que, antes de aprovar ou reprovar a proposta, é preciso que técnicos do governo e das prefeituras debatam o tema em profundidade.

Os municípios da Região 10 sugerem a realização de eventos com ingresso apenas de pessoas testadas e negativadas para covid-19 e, em um segundo momento, aquelas com esquema vacinal completo.

Segundo calendário proposto, no período entre 19 de julho e 1º de agosto, seriam autorizados eventos com ocupação máxima de 50% do alvará ou do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) e limite de público de mil pessoas.

Entre os requisitos para realização estariam testagem do público no momento da entrada, agendamento de testagem por grupos e horários diferenciados, coleta de dados para rastreabilidade e autorização prévia da Prefeitura.

Após, até a segunda quinzena de agosto, podem ser liberadas atividades com 50% da ocupação máxima até 5 mil pessoas. A autorização seguiria avançando de forma gradual, com ocupação de 75% e público de 10 mil e, em setembro, chegar a 20 mil pessoas.

A última etapa, prevista para final de setembro, com ocupação máxima de público, exigiria, testagem na entrada ou esquema vacinal completo do público presente, além de autorização do município sede.

Reputo um absurdo.

Meu artigo anterior trouxe alertas de especialistas como o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, e o infectologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e professor da Universidade Federal do RS (UFRGS), Luciano Goldani, que consideram prematuro realizar eventos como jogos de futebol e grandes festas.

Para efeitos de comparação, a Inglaterra tinha 80% da população vacinada quando começou a Eurocopa. E, mesmo assim, em 6 de julho a OMS informou que os casos no continente subiram em cerca de 10% durante o torneio após mais de 10 semanas de queda nos números.

A ‘imunização de rebanho’ só é considerada quando 75% da população está imunizada com as duas doses.

Como já alertei, a proposta dos prefeitos da R10, que libera até lugares onde hoje já vale o slogan “O que se faz em Vegas, fica em Vegas”, , é tragicômica ao exigir teste da COVID e comprovante de vacina.

Para piorar, já há casos suspeitos no Estado da variante Delta, originária da Índia e considerada mais contagiosa, o que motivou o Governo do Estado a antecipar a segunda dose da Pfizer e Oxford/AstraZeneca.

Repito: assustam-me os aplausos de uma cidade que nesta semana discutiu também a liberação do futebol de várzea, a mesma cidade com Prefeitura e Câmara que perderam para a pandemia o prefeito Russinho, um secretário e lideranças políticas como Sarico Moura.

Ao fim, concluo como em Viamão e prefeitos da região querem liberar eventos até 20 mil pessoas; A ’festa da covid’: como Dr. Stockmann, de Um Inimigo do Povo, de Ibsen, sou crítico ao Sistema ‘3As’ para monitoramento da pandemia, que não é mais do que o sistema de colorir mapinha piorado.

Com os prefeitos fazendo força para acrescentar um quarto 'A', de aglomeração, resta esperar pela responsabilidade do governador em vetar.

Caso Eduardo Leite (PSDB) aceite, ao menos proprietários de casas noturnas não precisão ‘incluir’ no alvará sanitário a presença de guarda, ou DJ de marina, para garantir a segurança de que ninguém vai atrapalhar a ‘festa da covid’.

 

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