Sabado, 16 de OUTUBRO de 2021

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Crônica

Ana D`Avila | A luz e o delírio

por Ana D`Avila | Publicada em 31/08/2021 às 00h| Atualizada em 31/08/2021 às 14h29

Elemento essencial à vida e para a espiritualidade, a luz ali se fazia sentida. Um tanto provocativa e instigante, como todos os temas interessantes o são. Estava ali, a um passo de uma cama hospitalar. A visão extrassensorial chegava de mansinho.

A cama hospitalar flutuava. Parecia um tapete voador.

Ao longe, a primeira visão. De repente, mudou o turno... enfermeiros e médicos foram substituídos por anões. Inclusive, uma das enfermeiras tinha pouco mais de quarenta centímetros de altura.

Nesta tarde, e intermitentemente, se manteve este desfile de pequenas criaturas. Vestidos com guarda-pós brancos, deslocavam-se aos quartos dos enfermos tratando-os com gentileza.

Na segunda visão, o paciente subiu para uma cobertura imensa, sozinho num edifício gigantesco. O objetivo era enxergar. Enxergar tudo do alto. De repente, surgiram centenas de soldados adultos vestindo uniformes de cor caqui. Eles marchavam na direção de uma das extremidade da cobertura, onde desapareciam.

Logo em seguida, surgiram outros soldados. Homens e mulheres. O dono do sonho perguntou a um deles qual o objetivo daquela marcha. O ser imaginário respondeu que estavam ali participando de uma solenidade muito especial. Do nada, apareceu a filha do sonhador. Chorosa, ela disse que sua mãe havia falecido no último ano.

A terceira visão foi a aparição de milhares de guris na faixa dos 15 anos. Aparentemente interagiam entre si com pranchas de surf numa praia desconhecida. Portavam bolas que jogavam na areia. Passaram a tarde toda entre brincadeiras descontraídas, deixando enorme sujeira para trás. Emporcalharam a praia e foram embora. Quando o sonhador olhou de novo, estavam vestidos com aquele velho uniforme da cor caqui.

Assim como chegaram, correndo, os meninos desapareceram no horizonte. Foram substituídos por milhares de homens e mulheres vestidos em trajes civis. Aparentemente, esse grupo passeava por uma pequena cidade desconhecida. Cheia de prédios antigos e baixos.

Pode ser que na essência da luz e do delírio, novos sonhos se revelem.

Cristiano Abreu

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