Sexta-feira, 04 de DEZEMBRO de 2020

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Crônica

Ana D´Avila | Estela apaixonada

Publicada em 11/08/2020 às 00h| Atualizada em 11/08/2020 às 11h17

Ela nasceu numa segunda-feira de lua cheia. Pisciana nata, tinha a intuição como seu principal predicado. Quando adolescente começou a estudar quiromancia. Pelas linhas das mãos, ia desvendando segredos de amigos e consulentes. E, também, suas próprias linhas, seus próprios segredos... escondidos num plano além da matéria. Em seu subconsciente. No genes de sua composição física.

O amor avistou-a em muitas ocasiões. Mas ela nunca apaixonou-se de verdade. Alguns amores duraram pouco. E era, justamente, em fase de lua cheia que ela vivia seu clímax esotérico. Fazia previsões e acreditava no misticismo. Não saía de casa sem suas pedras de poder. Entre elas, a ametista, o citrino e um cristal. 

A primeira pedra, ganhou de sua avó. Uma senhora grisalha e mística que morava em Florianópolis. Ela cultivava plantas exóticas e ervas aromáticas. Sua preferida era o manjericão. A segunda, o citrino, ela carregava na bolsa quando encontrava seu atual affair. Por fim, o enorme cristal, que brilhava com o Sol e com a Lua. Esta pedra, ela mesma adquiriu numa loja esotérica. 

Vivia assim, entre mapas astrais e análises de quiromancias. Certo dia, entre sua vida esotérica, encontrou alguém que fez seu coração disparar. Não era como as antigas sensações sentidas com amores passados. Era uma conjunção de energias. Atração física e mística. Cruzou com ele algumas vezes e descobriu que entre eles havia algo especial. Sintonia inexplicável. Auras na mesma vibração.Vontade de estar juntos. Com certeza, uma alma gêmea. 

Aqueles olhos castanhos eram como os de um cão sintonizando amizade pura e amor possível.  Contou-lhe sua vida e seus segredos. Em contrapartida, ele contou a ela sua vida, seus gostos e sua jornada mística. Praticava zen-budismo. Muita coisa havia em comum entre eles. E foi num templo Budista em Ipanema, no Rio de Janeiro, que ele confessou seu amor por ela.

Estela experimentara pela primeira vez a sensação de ter um verdadeiro amor. Não o encontrou num barzinho como antigamente. Nem num restaurante sofisticado. Mas sim num local de pura energia. Entre mantras, rezas e filosofia oriental sentia que, cada vez mais, aquela companhia lhe era adequada. Aquela sensação de prazer e satisfação nunca antes experimentada.

Estela estava apaixonada. Seu corpo imantado por segredos místicos. Sua aura colorida, finalmente, encontrou seu par. Lendo suas mãos como uma cigana, pensou na possibilidade dele talvez ter saído de uma estrela. E agora, finalmente, trazer luz para a sua complexa vida.

Num sábado de lua cheia, sentiu algo mais que correspondência. Sentiu magia. Sentiu vibração. E entre o clarão da lua, num espaço aberto, ele lhe ofereceu uma rosa. Selaram amizade. Selaram desejos. Nesta noite, entre a flor e o mar,  ela desvendou o significado das linhas de sua mãos.

O amor duraria a vida inteira. Totalmente cúmplice. E foi esta cumplicidade que os aproximou. O comando era do cosmos. A energia era de Deus. Estela continuou apaixonada. Sem perder de vista, seus incríveis dons mediúnicos. Sem desejar esperar por mais nada. Estava feliz. E sabia disto.

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Cristiano Abreu

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