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Crônica

Ana D`Avila | Indagações

Publicada em 26/01/2021 às 00h| Atualizada em 26/01/2021 às 12h56

Por que será que as vezes, o sono é curto? Breve como o pavio de uma vela acesa, como tempestade de verão. Como amores que nascem com o vento e se dissipam rapidamente.

Por que sonhamos e temos pesadelos? Por que a vida é longa para muitos e resumida para alguns? O mundo é mesmo assim, cheio de dúvidas. De necessidades de revelações. Porém, nem tudo é explicado.

A ciência, a filosofia e a espiritualidade nos dão respostas. Mas sempre fica um pouco da interrogação. A principal é aquela: qual a necessidade da vida. Para que serve? E para onde vamos ao morrer? Certeza não temos de nada. Chego a pensar que o psiquiatra desatinado tinha razão. “A vida é um nada, do nada e para o nada”. Ele era um descrente. Um ateu. Um homem inteligente, mas nebuloso. Também não teria exatidão e verdade nas suas respostas. Era um médico da mente. E a mente falha. A mente literalmente mente.

O sol acaba de nascer. São seis horas de uma manhã de verão. Pássaros devem estar voando na praia. Cães madrugadores também devem passear por lá. O mar vai e vem. Águas em turbilhões fazem daquele espaço  uma atração hoje não tão saudável. A poluição está esmagando a vida. Em todos os sentidos. Até dentro deste turbilhão de águas salgadas.

O Planeta Terra está quase sufocado por toda espécie de lixo. E eu aqui, esperando respostas filosóficas. Lixo é lixo. E parece não se ter como escapar dele.

A indústria do plástico se eterniza e assusta. Quando a gente vê animais do mar mortos na praia com a garganta entupida de detritos. Quando o plástico está em todos os rios, cachoeiras, matas e mares. Causa desconforto, doenças e mortes. A indagação mais séria: será possível estancar a poluição? Uma vida saudável poderá ser redescoberta?

Manhã nascendo, e novos produtos plásticos são criados e comercializados. Demoro a concatenar uma ideia a respeito. A natureza, em seu compasso mágico, hoje tão fugidia, tão sobrecarregada da fúria poluente, haverá de nos dar respostas. No ar, na terra e em todos os quadrantes.

Na praia pela manhã, o sobrevoo de um pássaro branco. Ele instiga uma resposta. Eu também.

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Cristiano Abreu

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