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Crônica

Ana D`Avila | Setenta e dois

Publicada em 23/02/2021 às 00h| Atualizada em 23/02/2021 às 17h16

Não era um número qualquer. Era a sua idade. E cá para nós, que existência! Cheia de planos, de tombos e de conquistas. Uma delas foi o diploma universitário. A outra, o nascimento da filha. Talvez, incluísse nessa lista as vivências afetivas. Ou não?

Algumas dessas experiências lhe deram satisfações, asas para voar. Outras até lhe ensinaram caminhos. Algumas pareceram filmes de terror.

Quando tinha 15 anos, imaginava sua velhice. Pensava e insistia que estaria caduca aos 50. Talvez morresse com essa idade. Mas o tempo provou que não.

Ela ultrapassou os 50 com grande facilidade. Entrou nos 60 e agora completava 72. Setenta e dois anos de idade!

Já nem pensava em caduquice. Uma colega da rede social vivia estressada porque faria 48 em breve. Ficava em crise por causa da quase chegada aos cinquenta.

Por isso, a septuagenária inventou um curso para ajudar as mulheres. Nele, falava de vida atlética, do combate à depressões e afins. Porém, vivia preocupada. Parecia que nem conhecia a letra “deixa a vida me levar”.

Toda comemoração de idade é uma conquista. Quando mais longeva, mais experiente. Uma mulher de setenta e dois já viveu muito. E talvez tenha feito da vida uma grande festa.

Algumas são feministas. Resolvem tudo sozinhas. Cursam jornalismo, são profissionais em muitas áreas. São médicas, matriarcas, ingressam na política. Desejam doa-se ao povo. Esse povo que sempre necessitará de apoio para ter futuro.

No Brasil são poucas as mulheres na política. Mas é um país jovem e novas lideranças aparecerão é necessário que surjam. A sensibilidade feminina sempre será aliada.

No dia do aniversário, o bolo foi comprado na padaria do bairro - uma torta de morangos com creme. No supermercado, duas velinhas. Uma com o sete, e outra com o dois. Na pressa, até poderia colocar na torta os números invertidos, o que lhe daria a suavidade dos 27 anos, quando quase tudo começa na vida. Uniões, diplomas, filhos.

Na hora do cantar parabéns, as duas velinhas insistiam em não apagar. Era praxe. Depois a mentalização dos pedidos: saúde para continuar. Saúde para todos neste momento dificil que a humanidade vive. Saúde em todas as horas.

E novamente, muita saúde.

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Cristiano Abreu

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