Quarta-feira, 12 de MAIO de 2021

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Crônica

Na Rússia, em 1917, milhares de mulheres foram às ruas contra a fome e a guerra; a greve delas foi o pontapé inicial para a revolução russa e também deu origem ao Dia Internacional da Mulher | Foto: Getty Images

Ana D`Avila | É Dia da Mulher, é dia de luta!

Publicada em 09/03/2021 às 00h| Atualizada em 09/03/2021 às 12h59

O Dia Internacional da Mulher é oficialmente celebrado desde 1975, em 8 de março. Mas a ideia de uma comemoração anual surgiu no início do século 20, quando diversos protestos de mulheres ecoaram pelos Estados Unidos e Europa reivindicando melhores condições de trabalho e igualdade de direitos. Uma das manifestações mais famosas é a promovida pelo Partido Socialista da América em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York. Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho, pela igualdade de direitos civis e em favor do direito ao voto feminimo.

Em 1917, houve um marco ainda mais forte daquele que viria a ser o 8 de Março. Naquele dia, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.

O protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo — 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotariam em 1918 e é utilizado pela maioria dos países do mundo hoje.

Nesta segunda-feira de 2021 aqui no Brasil, existiam rosas nas esquinas. Flores para homenageá-las. Elas foram presenteadas e louvadas.Com justa razão.Era o seu dia, mas temos que lembrar que a origem da data é na luta por igualdade e liberdade.

Elas são companheiras de lutas políticas. São casadas, são solteiras, geram filhos.Cuidam da casa e se formam em universidades. Com seus diplomas profissionais ainda são discriminadas, apesar dos avanços conquistados.

A brasileira é uma mulher atuante, embora em nosso país aconteçam desvalorizações de seu real papel na sociedade. Parece que a mentalidade dos homens ainda não absorveu os conhecimentos delas. Parece que a ideia do paternalismo e do autoritarismo ainda vigora. Aos poucos a mulher vai se libertando destas amarras que a transformaram em bonequinhas.

Elas não são bonecas. São seres humanos do gênero feminino, com o mesmo teor cerebral dos homens. Que claro, dispõem de mais força física. Daí, ao meu ver, tantos casos de femenicidios. Contra a força, não há resistência, mas as mulheres desta nova geração criaram leis para combater este tipo de abuso.

Biologicamente as mulheres têm o poder de gerar a vida. Paralelo com sua outrora condição de bonequinhas, elas já não adornam mais seus lares como antes. Elas trabalham, elaboram teses, escrevem, labutam como qualquer trabalhador em vários setores. Hoje as mulheres invadiram áreas anteriormente restrita somente aos homens. São pedreiras, motoristas de táxi e pilotam aviões. São caminhoneiras, engenheiras e políticas. O mundo tem hoje várias mulheres presidentes de nações. No Brasil, tivemos a Dilma Rouseff, de descendência Búlgara, que chegou ao poder fazendo Política. Algo inimaginável tempos atrás.

Mulheres são temas de músicas. Mulheres são atrizes, escritoras, compositoras... Neste 8 de março, quero homenagear a todas as mulheres brasileiras, que lutam, estudam, questionam, refletem e fazem parte deste grande círculo humano. Que indubitavelmente são necessárias e importantes para toda a sociedade. Homenageio hoje, mais do que nunca, a todas as médicas e enfermeiras que estão vigilantes nos hospitais e postos de saúde por conta da pandemia do coronavirus. 

Não esqueçam: o dia 8 de março simboliza a luta das mulheres, não apenas contra a desigualdade salarial, mas também contra o machismo e a violência.

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Cristiano Abreu

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