Sabado, 16 de OUTUBRO de 2021

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook

Crônica

Ana D`Avila | Antiga redação

Publicada em 25/05/2021 às 00h| Atualizada em 25/05/2021 às 13h55

Na redação onde me iniciei no jornalismo, não faltavam fatos inusitados, descontrações e preocupações. A principal característica do ambiente era a genialidade de alguns colegas. E a figura do copidesque, um redator especial que tinha por missão “burilar” os textos de todos.

A redação funcionava na rua Andrade Neves, centro de Porto Alegre. Ao entrar, me encantava o cheiro dos papéis, das laudas e, particularmente, dos jornais, empilhados para a distribuição na cidade. O jornal era um semanário muito interessante. Sua principal característica era o resumo dos fatos acontecidos durante a semana, na cidade e no mundo. Tinha ainda artigos mais profundos e reportagens especiais.

Nos anos 1970 não havia computadores, nem celulares. Repórter bom, era repórter “checador”. Chegavam na redação, pegavam as pautas e iam para a rua apurar os fatos.

O corpo redacional era grande. Cada um em sua função. Páginas feminina, de esportes, coluna social, política, geral e variedades.

O barulho da redação era uma espécie de bateria de escola de samba. Não havia o silêncio cibernético de hoje. Dependendo da intensidade da datilografia, as maquinas de escrever quase voavam. Tive colegas que batiam forte em suas Olivetis e Remingtons.

Depois de escrito, os textos eram copidescados, diagramados, e finalmente baixados para a impressão. O jornal era impresso em Novo Hamburgo. Por isto, os fechamentos das edições em Porto Alegre eram sempre apressados e preocupantes.

Nesta época conheci figuras interessantes da política e do meio artístico. Não esqueço do ex-governador Antônio Britto, então responsável pelo caderno de esportes, escrevendo sobre o Grêmio. O Internacional era coberto por um outro jornalista, chamado Solon. Ele era do interior do Estado e muito animado, principalmente quando o assunto era um Grenal.

O setor de variedades incluía moda e artes. Tinha uma moça bonita que fazia os desenhos para esta página. Um colega "descontraído" (que atualmente seria notado merecidamente por sua inconveniência) vivia dizendo gracinhas para ela. Pois é, bonita, excelente profissional, a musa da redação, e que ainda carregava nas costas o fardo de ser mulher em uma época de ambientes dominados por homens.

Últimas Ana D`Avila

Cristiano Abreu

Redação, sugestão de pautas e redes sociais
51 9 9962 3023
[email protected]

Rafael Martinelli

Editor
[email protected]

Roberto Gomes

Diretor
[email protected]

Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
Desenvolvido por i3Web.
2016 - Todos os direitos reservados.

Rua Osvaldo Aranha, 43 - Sala 5 - 94410-630 - Centro - Viamão - RS