Sexta-feira, 17 de SETEMBRO de 2021

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Boletim da Receita

Fábio Salvador | Arrecadação federal de julho registra alta histórica

Publicada em 09/09/2021 às 00h| Atualizada em 09/09/2021 às 17h50

A arrecadação total das Receitas Federais no mês de julho foi de R$ 171,2 bilhões, registrando um acréscimo real de 35,47% na comparação com julho do ano passado.

A expressão “acréscimo real” significa que este é o crescimento do valor arrecadado, já com a subtração da inflação (calculada pelo IPCA) no período.

 

Mais de um trilhão

 

No período acumulado de Janeiro a Julho de 2021, a arrecadação alcançou a marca de R$ 1 trilhão (mais especificamente, 1 trilhão, 53 bilhões e 266 milhões). Este montante representa um crescimento real (já com a correção pelo IPCA) de 26,11% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

O melhor desempenho em duas décadas

 

É importante observar que este é o melhor desempenho arrecadatório desde o ano 2000, tanto para o mês de Julho como para os resultados acumulados desde o início do ano.

Assim como Julho, os meses de fevereiro, março, abril e maio deste ano também foram os melhores, na comparação individual mês a mês, desde 2000.

 

Compensações

 

Houve um significativo crescimento nos valores das compensações tributárias. Este crescimento, no entanto, não significa mais arrecadação, e sim menos.

Uma compensação tributária é o que acontece quando uma empresa fez previsões otimistas de lucro, pagando IRPJ e CSLL sobre estes valores, e depois tem um lucro menor do que o esperado, ou até mesmo um prejuízo. Ela pode, então, pedir abatimento, nos exercícios seguintes, dos valores pagos por estimativa a mais.

Comparando Julho de 2020 com Julho de 2021, constata-se um aumento de 26% nos valores das compensações. E se a comparação for feita nos acumulados de janeiro a julho de cada ano, este crescimento é ainda maior, chegando a 45%.

Em valores reais, esta soma passou de 20,8 bilhões em Julho do ano passado para 26,2 bilhões em Julho de 2021. No acumulado do ano, o montante já chega a aproximadamente 38 bilhões de reais. Esse resultado deve-se principalmente aos impactos negativos da pandemia da Covid-19.

 

Recolhimentos extraordinários

 

Felizmente, os recolhimentos extraordinários também cresceram, e contrabalançaram as perdas de arrecadação originadas pelas compensações.

Esses recolhimentos fora de época vêm impulsionando a arrecadação. Eles são feitos por empresas que previram lucros modestos e acabaram, no fim das contas, registrando números maiores do que os previstos, ficando então obrigadas a pagar a diferença.

Estes recolhimentos somaram aproximadamente R$ 24 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no acumulado de Janeiro a Julho.

Só para fins de comparação, é preciso lembrar que o valor acumulado no mesmo período do ano passado foi de apenas R$ 2,8 bilhões.

 

A arrecadação no Rio Grande do Sul

 

A arrecadação de receitas federais na 10ª Região Fiscal (RS) totalizou, no mês de Julho de 2021, um montante de 7,6 bilhões de reais entre impostos e contribuições, representando aumento de 44,8%, em termos nominais, comparado ao recolhido em Julho do passado. Corrigido pelo IPCA, este percentual corresponde a um aumento de 32,8%.

Ou seja, o crescimento do volume arrecadado no nosso Estado ficou praticamente no mesmo patamar do crescimento dos números nacionais.

 

A participação do RS

 

A participação mensal da 10ª Região Fiscal atingiu 4,90% do total Brasil, com a arrecadação fazendária representando 4,6%, e a Previdenciária 5,82% do total nacional.

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Cristiano Abreu

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