Quarta-feira, 25 de NOVEMBRO de 2020

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coluna do gustavo

Carta para meus filhos #02

Publicada em 09/01/2020 às 15h19

O pai de vocês gostaria muito de ser um bilionário. Claro, ser milionário já estaria de bom tamanho. Mas minha intenção de alcançar a riqueza tem como objetivo fazer o que quero. Fazer, não comprar. Conheço muitas pessoas que gostariam de ser ricas para comprar tudo que querem e não fazer nada. Não sejam essas pessoas. A aquisição de bens materiais serve para nos ajudar a realizar sonhos, não podem ser os sonhos em si. Levo isso em consideração quando vou às compras, tanto para mim quanto para procurar algum presente.

Sempre tive dúvida sobre o que dar para as pessoas, ainda mais em momentos cuja exigência de presentear está atrelada a uma data específica. Um prazo fatal torna mais complexa a busca por algo capaz de extrair do presenteado aquele sorriso sincero e encantado com o fato de eu o conhecer tão bem. Este é meu objetivo ao entregar um presente porque lembro de ter adorado as raras vezes que ganhei algo que despertou esse sentimento. Uma escolha certa nesta hora, além de demonstrar interesse na personalidade do destinatário, transmite a mensagem implícita - as vezes dita em voz alta - de “olhei e lembrei de ti.”

Esta busca costuma despertar questionamentos como: precisa ser cheio de significado?; não está querendo demais?; e por que não dá logo uma camisa? Respondo que a inspiração para presentear deve vir de dentro e quem ganha deve sentir como se estivesse em um dia frio tomando chá quente que conforta. Melhor ainda se for uma surpresa. Só não tenho apego com datas.  Não me importo se o dia certo para entregar ainda não chegou, quando acho o presente, entrego assim que tenho a chance. Sequer perco tempo com embrulho. Nada disso faz diferença. O importante é compartilharmos o momento de demonstração de afeto.

Mas claro, tudo isso vocês já sabem, afinal venho dando presentes sempre que encontro algo que os fará se sentir bem e com significado. É por isso, meus queridos, que ao invés de dar aquelas roupas de marca, preferi dar aquelas passagens, por isso que ao invés do super lançamento tecnológico do mês, dei aquela inscrição naquele curso, e é por isso, exatamente por isso, que me esforcei ao máximo para nunca recusar comprar para vocês algo que possibilitasse uma experiência nova, permitindo que fizessem algo diferente e aumentassem suas vivências.

Apesar de nunca ter chegado nem perto de ser bilionário para proporcionar para vocês a possibilidade de fazer tudo que queriam, me sinto abençoado por tê-los para presentear. E esta benção se torna ainda maior quando reconhecemos nosso privilégio não como fruto dos presentes, mas do que podemos fazer com eles, como dividir bons momentos e nos sentirmos amados por quem amamos.

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Cristiano Abreu

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