Quinta-feira, 03 de DEZEMBRO de 2020

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Opinião

Claudio Brasil | Vidas negras importam! Vidas latino-americanas também!

Publicada em 02/11/2020 às 00h| Atualizada em 02/11/2020 às 19h53

O ano de 2020, devido às suas peculiaridades mórbidas, e podemos citar como a principal delas a pandemia que já causou a morte de mais de 1 milhão de pessoas em todo mundo, começa a ter seu “gran finale” nessa terça-feira. Esse dia marca o início das eleições presidenciais norte-americanas. Em outras palavras, saberemos em breve se Donald Trump e toda sua empáfia seguirão no comando de uma das maiores potências mundiais. E, como pode-se depreender, esse pleito trará consequências diretas ao polarizado cenário político brasileiro e mundial. Além disso, mostrará o real comprometimento da população norte-americana com as minorias raciais, tão insistentemente atacadas pelo atual governo do republicano Trump.

Na verdade, a “corrida maluca” para o cargo de “presidente do mundo” (pelo menos é como os mandatários dos EUA parecem se sentir) começou com uma votação antecipada devido à pandemia. E os problemas causados pela política de combate ao Coronavírus podem ser um divisor de águas para o pleito. A política negacionista do atual presidente levou seu país a uma escalada de infecções vertiginosa, colocando os EUA no topo da lista de números de casos com quase 10 milhões de infectados e 231.125 mortos. Vale lembrar também que Trump foi diagnosticado com a doença e estima-se que seus comícios possam ter gerado 30 mil novos casos e pelo menos 700 mortes. Se eu fosse fazer um filme o título seria “A campanha da morte”. Os números foram apresentados pela Universidade de Stanford.

O democrata Joe Biden tem como primeiro desafio convencer um país de maioria protestante a confiar seu cargo máximo a um homem de formação católica. E, como sabemos, na retrógrada sociedade ocidental, essa questão religiosa torna-se cadê vez mais importante. Cheguei a me impressionar ao ver, no Brasil, até candidatos de esquerda utilizando-se dessa ferramenta. Mas também, talvez eu seja muito impressionável mesmo... Vale lembrar que Biden teve em sua campanha o apoio poderoso do ex-presidente Obama, principalmente no que dizia respeito a arrecadação de verbas. Fato que tornou sua candidatura mais robusta.

Eu estou curioso para ver o quanto os protestos contra o racismo que tomaram as ruas de diversas cidades dos EUA, principalmente depois da morte de George Floyd por um policial branco, em frente as câmeras, vão se refletir na preferência da sociedade norte-americana. Porque é importante ter em mente que uma possível reeleição de Trump caracterizaria um retrocesso nesse sentido. Interessa-me saber também o quanto os norte-americanos realmente se preocupam com os demais países que sofrem com as políticas externas  aplicadas por seu governo diante de seus vizinhos enfraquecidos da “América Latrina”. Ok, Black lives matter. But Latin lives matter too, convém lembrar. E uma eventual reeleição de Trump deixaria claro para mim que nossos vizinhos olham apenas para seu umbigo, incorrendo em grande erro histórico pelo qual todos pagaremos.

Mas e o pobre menino rico Brasil, onde entra nessa questão?

É claro que a definição de quem será o mandatário da grande potência da América terá relação direta com a política brasileira principalmente no que diz respeito às eleições presidenciais de 2022. Bolsonaro já deixou claro toda sua subserviência em relação a Trump tanto com suas  continências (diante da bandeira estrangeira) quanto com suas incontinências (verbais). Mas apesar de todo esforço do presidente brasileiro, poucas vantagens reais o Brasil pode usufruir de tanto “amor” a Trump. E Bolsonaro não se limitou a apoiar o candidato republicano como também realizou críticas ao democrata. O que pode acabar sendo um “tiro no pé”. Biden, por exemplo, já deixou claro que manterá uma política rígida em relação ao meio-ambiente e às tradicionais queimadas na Amazônia.

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Cristiano Abreu

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