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Crise do coronavírus

Como Viamão se prepara para vacina contra COVID-19; Live and let live

Publicada em 30/10/2020 às 12h| Atualizada em 02/11/2020 às 14h56

De onde sairão os recursos para imunização, caso uma vacina contra a COVID-19 seja produzida em 2021? De acordo com a lei, o volume de recursos precisa ser definido nos próximos dias, para ser incluído no Orçamento 2021 de todos os municípios do Brasil. O que não significa que a Prefeiturade Viamão terá que - ou irá - ‘comprar a vacina’.

Quando prefeituráveis colocam em seus panfletos que garantirão a vacina à toda população cometem uma meia verdade, e meias verdades sempre tem metades próximas da mentira. Fato é que não depende apenas da vontade do próximo prefeito, e nem de recursos em caixa.

Explico:

Acontece que apenas o Ministério da Saúde pode comprar e distribuir vacinas. A resolução busca evitar o que ocorreu no início da pandemia, quando a corrida por respiradores fez inescrupulosos do mercado explodirem os preços e permitirem inclusive sequestro de equipamentos em portos, por aqueles que podem pagar mais, ou pagam melhores propinas.

O que a Prefeitura pode fazer é organizar a imunização. O que, além de não ser fácil logística, ainda é de difícil mensuração financeira. O mais provável é que o governo federal, principalmente para municípios com gestão plena em saúde, o que aqui na região é o caso de Porto Alegre e Gravataí, envie apenas a vacina. Os municípios terão que arcar com pessoal, EPIs e equipamentos para aplicação. Para efeitos de comparação, o custo de seringas aumentou mais de OITO MIL POR CENTO de março até setembro.

As diretrizes da LDO preveem isso: verba para contratar profissionais de saúde temporários e comprar os equipamentos e insumos necessários. E estamos falando de, em um primeiro momento, pelo menos 50 mil pessoas.

Projetando sobre os critérios do Ministério da Saúde na distribuição da H1N1, Viamão teria em um primeiro lote vacinas para idosos (cerca de 27 mil apenas neste grupo) e profissionais da saúde e da segurança nas redes pública e privada, além de gestantes.

Imagine que 50 mil pessoas teriam que ser vacinadas respeitando regras sanitárias e o distanciamento social. Para vacinar esse público em um mês, seria preciso imunizar mais de 1.500 pessoas por dia.

Seguindo os critérios, viriam a seguir os grupos de risco. Caso a hipertensão entre na lista, seriam mais de 63 mil pessoas, e já fiz esse cálculo, com base em censos sanitários, no artigo Os milhares de Viamão que estão no grupo de risco da COVID 19; Teste se você escapa.

Ao fim, nossa bandeira deve ser o cuidado, mesmo que do vermelho e rosa, estejamos no laranja quase amarelo. Inegável é que estamos com atividades econômicas abertas de farmácias a cabarés, passando por supers e piscinas, mas em média uma vida ainda é perdida a cada 24h e, para usar dois exemplos, o Hospital Viamão está com 9 de seus 10 leitos COVID-19 ocupados e a ocupação da UTI privada do Moinho de Vento (na Capital) dobrou, como alerta a grande mídia.

Sem torcida ou secação, são os fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos: não há vacina aprovada e quando – e se – isso acontecer, a imunização não se dará do dia para a noite.

É esse o ‘novo normal’. Se é novo, não é o velho.

Inspire-se em Paul McCartney: “Viva e deixe viver”.

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Cristiano Abreu

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