Quinta-feira, 21 de OUTUBRO de 2021

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Opinião saudável

Erika Goelzer | A pandemia não acabou

Publicada em 18/02/2021 às 00h| Atualizada em 19/02/2021 às 11h19

O carnaval chegou e passou quase em silêncio. Sem desfiles oficiais, sem bloquinhos, sem festas... O ano deveria estar começando no Brasil, afinal por aqui o ano só começava realmente após o carnaval. Mas não será assim, afinal pelo que indica os próximos meses serão continuações de 2020. Ainda não temos vacinas e a COVID-19 continua por aqui.

O que também continua por aqui é o egoísmo, o narcisismo destrutivo, a falta de empatia. Milhares de brasileiros já morreram e outros tantos ainda continuam morrendo todos os dias na maior pandemia que já existiu, mas as pessoas continuam a se aglomerar na beira da praia e em outros tantos lugares sem máscara ou protocolos de prevenção.

Seria tão mais fácil convivermos se tivéssemos uma adesão em massa ao uso da máscara e outros protocolos. Seria tão mais seguro existir com um risco menor de perder aqueles que amamos, batendo à porta. A recusa de alguns em acreditar na letalidade de um vírus real, a prepotência de outros em achar que a sociedade precisa se render a convicções políticas negacionistas  nos mantém reféns de uma doença sem tratamento oficial.

No mundo todo cientistas e médicos tem tentado entender os padrões de comportamento do novo coronavírus, antecipar seus prejuízos ao corpo infectado e assim fornecer uma opção segura de tratamento e cura aos milhares de doentes. Enquanto isso, seres humanos clinicamente leigos se acham no direito de continuar espalhando fake news a respeito da vacina, da pandemia e dos cuidados básicos.

Talvez a humanidade seja realmente um experimento que deu errado. Sim! Somos gafanhotos que destroem o ambiente por onde passamos, degradamos a natureza e sequer conseguimos cuidar do próximo.O narcisismo tão necessário nos primeiros anos de vida para nossa estruturação psíquica parece ter se tornado a forma usual de funcionamento da maioria.

Você deve estar percebendo um certo grau de indignação na minha fala. Sim! Estou completamente indignada! Já completamos um ano do primeiro paciente contaminado ter sido oficialmente registrado no Brasil, e parece que não aprendemos nada neste tempo.

Nossas crianças passaram um ano inteiro fora da escola. Nunca houve tantos casos reportados de depressão e ansiedade entre crianças, e isso acarretará em prejuízos perenes na vidinha deles. Milhares morreram sozinhos em hospitais e suas famílias sequer puderam se despedir. E não aprendemos nada!

Na semana que vem as escolas particulares de nosso Estado retornarão às aulas. Todos as pesquisas e estudos realizados indicam que, seguindo protocolos, a tão necessária volta das crianças às escolas será também segura. Um ano fora da escola foi catastrófico para nossas crianças. Agora cabe a comunidade e as autoridades colaborarem para que o retorno aconteça. Espero que logo a rede publica possa reabrir suas portas para nossas crianças já tão prejudicadas pela pandemia.

Não esta certo um lugar em que as praias estão lotadas e as escolas fechadas. Afinal o que valorizamos de verdade? Precisamos questionar o comportamento de quem finge que a vida continua a mesma. Precisamos cobrar de amigos e familiares posturas mais coerentes com a realidade atual.

Precisamos tornar o mundo mais seguro para nossas crianças estudarem e se desenvolverem. 
Espero que você não tenha sido um dos que se aglomerou e, se foi, espero que possa entender que para que nosso pais funcione precisaremos da  colaboração de todos. Precisamos que o foco deixe de ser o próprio umbigo e passe a ser o umbigo alheio.

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Cristiano Abreu

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