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Crônica

O mundo de Alice: Viamão e a arte: olhos voltados para fora jamais enxergarão a beleza lá de dentro

Publicada em 12/07/2021 às 00h| Atualizada em 13/07/2021 às 11h37

Acredito na linha de pensamento que me leva a crer que a arte está em todo lugar, inclusive nos momentos mais dramáticos e nos lugares mais improváveis. De acordo com o livro "A história da arte", de E.H. Gombrich. Arte, com A maiúsculo, não existe. Você pode desconcertar muitos artistas se elogiar o seu respectivo trabalho, mas acrescentar ao final do elogio o comentário: “isso não é ‘Arte’".

Afinal, onde está a arte em Viamão? Será que ela existe mesmo aqui? Será que a nossa cidade que não dispõem de grandes shoppings, parques e museus, é digna da beleza e da arte?

Me pergunto se nós que tanto pedimos por cultura e diversidade não estamos com os olhos voltados para o exterior. E de repente, até sem conhecimento algum do que se passa em nossa rua ou em nossa cidade. Uma América Latina que olha com contenda a Europa, uma cidade que almeja muitas coisas, mas sequer reconhece os seus.

Temos o privilégio de ler, mas não sabemos que possuímos uma biblioteca pública na cidade. Temos o privilégio de contemplar, mas não conhecemos nossos centros culturais.

Ficamos submersos na ideia de chamar de arte apenas o que vem de fora, mas nunca o que produzimos. E, sem querer, também acabamos excluindo e fechando as portas para aqueles que trazem consigo o desejo de criação. E quando digo "aqueles" estou me referindo ao seu colega do lado.

O que desejo para o mundo é arte, cultura e educação, mas uma sociedade precisa de ambição coletiva, bem como uma cidade precisa de olhos atentos para suas próprias questões que permanecem em aberto. Eu gostaria de elogiar os nossos grandes passos, mas ainda estamos em dias de realinhamento e caminhada mansa.

 

Com amor e carinho, Alice.

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Cristiano Abreu

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