Quinta-feira, 21 de OUTUBRO de 2021

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IMAGEM: Divulgação / Grêmio FBPA

Saul Teixeira | Felipão e o time da minha infância

Publicada em 10/06/2021 às 00h| Atualizada em 15/06/2021 às 10h52

Vencer é o verbo mais valorizado na arte de chutar a bola. Missão honrada com méritos, pompa e excelência pelo tricolor gaúcho entre 1994 e 1997. Muito se fala da bravura, da raça, da imortalidade, da força do Olímpico, da união do grupo. Todavia, o Grêmio bicampeão da América era muito mais do que suor. Muito mais, mesmo! 

Taticamente, o 4-2-2-2 à brasileira era o desenho base. Entretanto, havia uma dinâmica interessantíssima de meio-campo, que garantia a sempre necessária imprevisibilidade. Algo que sempre faltou na Era Renato, por exemplo, mas isso é debate para outro capítulo.

Sem a bola, o 4-2-3-1 que invadiu o Mundo desde a França de Zidane, em 98, já ecoava na prancheta de Scolari. Paulo Nunes e Carlos Miguel pelas extremas, Arílson centralizado, Mário Jardel na referência e Dinho e Luís Carlos Goiano na contenção. Outra variação interessante, principalmente na saída de jogo, era algo próximo ao 4-4-2 losango, com Miguel e Goiano pelos lados, com Dinho à frente da zaga e Arílson no vértice superior. Mas o desenho mais alvissareiro, claro, é com Paulo Nunes próximo a Jardel. Aliás, o “diabo loiro” está facilmente na minha 'seleção gremista', algo que “injustamente” não vejo muito no mesmo exercício de colegas e amigos.

Na defesa, a lateral-direita era de Francisco Javier Arce, que ao lado de Philipp Lahm e Marcos Evangelista CAFU de Morais, compõe meu top 3 da camisa 2. No lado oposto, Roger Machado, que ganhou destaque por virar zagueiro na Era Tite (no melhor 3-5-2 da história contemporânea do futebol brasileiro, inclusive servindo de inspiração para a formação de Scolari no Penta de 2002). Roger, aliás, é o mentor intelectual das glórias atuais do tricolor, queira você ou não!!! Rivarola e Adílson, embora não tivessem a velocidade como virtudes, davam aula de posicionamento. Mais um “casamento perfeito” da virilidade e da técnica.

Na meta, alguém de dispensa apresentações, um super-ultra-mega-puxa-hiper campeão, absoluto em Gre-Nais: Danrlei de Deus. Velocidade, explosão, reflexo. Um grande goleiro defensivo, se fôssemos trazer para o atual mundo do videogame. A saída do gol e o trabalho com os pés sempre foram suas mazelas, embora na época o segundo debate fosse absolutamente secundário. 

Na casamata, Luís Felipe Scolari, que anos mais tarde repetiu a proeza com o Palmeiras, inclusive levando Paulo Nunes, Arce e Rivarola para o Parque Antártica. Aliás, o trepidante 5x0 seguido do 1x5 contra o Verdão foi literalmente a final antecipada em 95. O time de Carlos Alberto Silva, praticamente inteiro, teve passagens pela seleção brasileira, incluindo Cafu, Roberto Carlos e Rivaldo.
Voltando ao comandante gaúcho, ele já havia feito história ao ganhar a Copa do Brasil com o Criciúma, em 91. Também foi vice-campeão da Eurocopa e semifinalista da Copa do Mundo com Portugal, além, é claro, de ser pai do penta, e também dos 7 a 1. Eis a vida e seus paradoxos!

Enfim... Ao contrário do que Felipão gostava de induzir, até para valorizar o próprio passe (algo que não precisaria, evidentemente), o time de 1995 tinha, sim, muita “bola no corpo”. Eis o porquê contou com o apreço deste que, no maniqueísmo imperante, gosta do futebol bonito, mas, sobretudo, do time que ganha com merecimento, exercendo o Futebol além do resultado que gera resultado.

Nasci para o futebol, aos oito anos, na Copa dos EUA. Portanto, não é preciso nenhum poder mediúnico para taxar qual a primeira esquadra de clubes que embalou a minha paixão pelo esporte bretão. Ainda mais sendo gaúcho de Porto Alegre e morador de Viamão.

Obrigado, Grêmio!!!

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Cristiano Abreu

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