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Crise do coronavírus

Efeito COVID-19: Profissionais da cultura se reinventam para superar dificuldades causadas pela pandemia

por Cristiano Abreu | Publicada em 01/07/2020 às 00h| Atualizada em 12/07/2020 às 19h54

Artista vive do público. Mas o que fazer quando bares, restaurantes e casas de espetáculos dos mais diversos tipos estão com acesso restrito? Não importa se o palco é vip ou ao ar livre, pequeno ou grande, sem espectadores, não há show, cinema, sinfonia ou roda de pagode. E se não tem música, feira, oficina, dança ou interpretação - seja cômica ou dramática, quem faz cultura não tem como sobreviver.

A pandemia do coronavírus preocupa de forma redobrada os profissionais da arte que vivem e trabalham em cidades periféricas como Viamão. Se habitualmente a oferta cultural já é escassa nas localidades mais distantes da Capital, neste momento, as oportunidades estão reduzidas praticamente a zero.

Iarlen Machado de Lima, o Emici Tomzão, viu a agenda de shows desaparecer. É pelas redes sociais que ele tenta se manter financeiramente.

- Tenho usado este tempo para gravar, fazer lives, o público está gostando, mas não é a mesma coisa. Cada dia é um passo novo, as lives me ajudam a não ficar parado, um músico ajudando o outro - diz.

O presidente do Conselho Municipal de Cultura lembra que arte e cultura são conceitos que abrangem inúmeros segmentos e atividades. E que a maior parte dos trabalhadores do setor são informais:

- Vai muito além de música e shows. Temos artesãos, indígenas, quilombolas, artistas de rua, contadores de histórias. Todos produzem arte, vivem da arte e foram afetados pela crise - destaca Celso Broda.

Broda, que assumiu o conselho há quatro meses, cita a falta de políticas públicas permanentes por parte da Prefeitura para a cultura local como um agravante à pandemia. 

- Essas pessoas vivem aqui, mas trabalham em outras cidades porque não há oportunidades em Viamão. Para se ter uma ideia, não há o levantamento por parte da secretaria da Cultura de quantos produtores culturais existem em nossa cidade, estamos trabalhando para identificar esse pessoal e saber como foram impactados. Certo é que eles foram os primeiros a parar e serão os últimos a voltar à rotina - revela o presidente. 

O ator Igor Ramos, que também é professor e produtor cultural, contra que os espetáculos grupo teatral que integra foram canceladas. Nesse período de isolamento, dá aulas de teatro on-line.

- Tive uma leve redução de alunos em relação ás aulas presenciais, mas é a maneira que estou me mantendo no momento, porém, sem as produções, apresentações e circulações a a renda diminuiu drasticamente. Eu ainda tenho essa possibilidade, mas tenho muitos colegas que não têm essa alternativa, esses estão passando necessidades.


Ramos também lamenta a lentidão da gestão municipal.

- A Prefeitura, tardiamente, esta fazendo um levantamento pra doar cestas básicas, mas nem cadastro atualizado (dos profissionais da cultura) tinha. Esta ajuda pra quem de fato necessita é muito bem-vinda, mas fica em aberto, como pra muitos trabalhadores informais, outras contas, como água, luz e telefone.

 

Auxílio emergencial

 

O governo federal pretende liberar R$ 3 bilhões em auxílio financeiro a artistas e estabelecimentos culturais durante a pandemia. Os recursos serão repassados a estados, Distrito Federal e municípios, que devem aplicá-los em renda emergencial para os trabalhadores do setor, subsídios para manutenção dos espaços culturais e instrumentos como editais e prêmios. A lei, batizada de Aldir Blanc, foi sancionada nesta terça-feira (30), e a promessa é distribuir os recursos em 15 dias.

 

Entenda:

 

O texto prevê quatro formas de aplicação do dinheiro: renda para trabalhadores da cultura, subsídio para manutenção de espaços culturais, fomento a projetos e linhas de crédito. 

Para os trabalhadores da cultura, devem ser pagas três parcelas de R$ 600 a título de auxílio emergencial, que poderá ser prorrogado pelo mesmo prazo do auxílio do governo federal a trabalhadores informais e de baixa renda. O recebimento está restrito a dois membros de uma mesma família, e mães solteiras terão direito a duas cotas.

Para receber, os trabalhadores devem comprovar atuação no setor cultural nos últimos dois anos, cumprir critérios de renda familiar máxima, não ter vínculo formal de emprego e não ter recebido o auxílio emergencial federal. O auxílio também não será concedido a quem receber benefícios previdenciário ou assistenciais, seguro-desemprego ou valores de programas de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.

 

Links para cadastro

Para saber como fazer o cadastro da secretaria municipal da Cultura, acesse: 

 Quem pode se cadastrar

Preencha os dados abaixo de acordo com o seu setor: 

ARTISTAS - bit.ly/culturaartistas
ESPAÇO CULTURAL - bit.ly/culturaespaço
GRUPO/COLETIVO - bit.ly/culturacoletivo

 

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