Quinta-feira, 21 de OUTUBRO de 2021

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Euro 2021

Locatelli | IMAGEM: Juve FC

Itália e a louvada crise de identidade

por Saul Teixeira - Especial | Publicada em 05/07/2021 às 00h| Atualizada em 05/07/2021 às 19h44

Aconteça o que acontecer, o desempenho da seleção italiana é a principal notícia da atípica Euro 2020 disputada em 2021. Robustez defensiva mantida, mas sem ignorar as outras fases do jogo. Antes tarde do que nunca...

A presença dos veteranos Bonucci e Chiellini como dupla de zaga revela um dos principais méritos de Roberto Mancini: os melhores precisam jogar, sempre, em que pese a idade. 

Com a bola nos pés, porém, um meio-campo que nos remete à escola espanhola. Jorginho, Verratti e Barella são meio-campistas. Nada de volantão, camisa 8 ou camisa 10. Tudo junto e misturado. 

No último terço (para desespero dos ‘dinossauros’), dinâmica sul-americana, com espaço para o improviso, o drible, a inventividade. Ciro Immobile ou Andrea Belotti na referência. Aos demais, movimentação e triangulação frequentes.

Federico Chiesa é craque! Começou o torneio como reserva. Após colocar vários jogos no bolso, enfim, goza da titularidade. Com ele, o ataque se torna ainda mais imprevisível. Ponta-direita com pé direito dominante. Mas também invertendo o lado para tramar com Insigne e Spinazzola. Drible, velocidade, explosão. Naturalmente, os holofotes na Juve estão todos apontados para CR7, mas o que joga o camisa 14 não está no gibi. Desde a época da Fiorentina.

Insigne é outra referência. Não à toa é o camisa 10. Sua qualidade técnica disposta em estatura singela de 1,63 cm assombra o Planeta Bola. Ainda mais numa seleção que sempre teve na força e na altura estandartes de suas conquistas. Bate na bola como poucos na atualidade. É a cereja do bolo ofensivo!

Domenico Berardi é a opção de camisa 7 com pé canhoto primordial. Facão para a passagem do lateral e do meia-direita. Jogador do Sassuolo. Aqui, outro mérito do trabalho. Desta feita, porém, um mérito histórico: a presença de jogadores de “times pequenos” na Seleção nacional. Aliás, Manuel Locatelli é outra grata surpresa. Perdeu a vaga para o extraclasse Verratti. Mas tem tudo para ser titular quando Mancini quiser. 

O duelo contra a Bélgica foi a final antecipada do torneio. Ao menos dentro da lógica do Futebol Além do Resultado. Em matéria de mecânica, ninguém tem feito mais do que o País da Bota. Galeto na brasa, vinho na mesa e olho na TV. Que venham os espanhóis. Um brinde à ressurreição da seleção da Itália. Ganhando ou perdendo a Euro.

Cristiano Abreu

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