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Esporte

imagens: divulgação

Ascensão e declínio dos lutadores brasileiros no UFC

por Márcio Batista Martins | Publicada em 15/09/2021 às 00h| Atualizada em 15/09/2021 às 14h33

O Brasil sempre será mundialmente conhecido por seu futebol arte e seus excelentes jogadores de diferentes gerações. Embora todo o continente da América do Sul seja obcecado pela bola, o Brasil sempre foi exclusivamente o país do futebol. Mas existe outra modalidade esportiva menos conhecida em que o Brasil sempre se destacou, as artes marciais mistas, MMA na sigla em inglês.

Apesar de não serem tão famosos entre o grande público, os lutadores brasileiros de MMA sempre representaram magistralmente o país desde o começo da franquia UFC, a mais renomada para essas categorias de lutas.

É justo afirmar que no MMA, historicamente, o Brasil sempre foi visto como verdadeiramente dominante desde o princípio, mas não até os dias de hoje. Existem lutadores brasileiros em todas as grandes organizações desse esporte no mundo, geralmente com lugares nos topos dos rankings de cada categoria. Um guia do UFC para iniciantes sempre irá mencionar a superioridade brasileira nos primórdios desses eventos de luta.

 

História

 

Tudo começou com a família Gracie. Podemos afirmar que a família Gracie é uma fábrica de lutadores modernos. Royce Gracie foi a primeira lenda unânime do UFC, mas o precursor da luta na família foi Carlos Gracie, avô de Royce. Carlos fundou a primeira Academia Gracie. O pai de Royce, Hélio, expandiu a academia e fez modificações cruciais para começar uma história de sucesso com o Jiu-Jitsu brasileiro.

A Gracie Academy remonta a quase 100 anos e continua a prosperar até hoje. A academia original começou no Brasil, mas foi depois que Royce venceu o primeiro evento de UFC que dobrou de tamanho e chegou a diversos países. O UFC não existiria sem a família Gracie e as vitórias de Royce no UFC impulsionaram o nome e status do Jiu-Jitsu brasileiro no mundo inteiro.

O Jiu-Jitsu brasileiro é uma arte defensiva que tira proveito do erro do oponente. E os Gracie provaram que o Jiu-Jitsu permite que qualquer um triunfe, independentemente do tamanho. Os brasileiros obviamente dominaram nos primeiros anos do MMA devido ao Jiu-Jistu.

Então, no início dos anos 2000, uma outra leva de campeões foi formada no Brasil, como Wanderlei Silva, Vitor Belfort, os irmãos Ruas, Júnior Cigano, Fabrício Werdum, Rodrigo Minotauro, Lyoto Machida, seguidos por Anderson Silva Spider, José Aldo, Rafael dos Anjos e mais recentemente entre as mulheres, Christiane "Cyborg" no Santos e Amanda Nunes.

O sucesso dos lutadores brasileiros na história do MMA é inegável. A maioria dos fãs de luta está familiarizada com o impacto que a lendária família Gracie do Brasil teve no esporte.

 

 

 

Atualidade

 

Hoje em dia os brasileiros não são mais considerados os donos do octógono, e apesar de ainda ser relevante, o Jiu-Jistu brasileiro enfraqueceu sua dominância no UFC. Uma das razões foi a mudança de regras. O primeiro UFC tinha apenas três normas. Era proibido enfiar o dedo nos olhos, morder o adversário e aplicar chutes nas partes íntimas. Literalmente, tudo mais era permitido. Curiosamente, uma dessas regras era que suas lutas terminavam em finalização, nocaute ou desistência. Ao contrário das regras modernas do UFC, as lutas podiam durar horas.

As normas do UFC não favorecem mais o Jiu Jitsu já que os lutadores podem demorar alguns minutos até derrubar o oponente, e partir para a luta do solo. No passado, antes da mudança das regras, isso daria ao lutador de Jiu-Jitsu uma vantagem maior e mais tempo para trabalhar em boas posições. Desde a mudança da regra, as posições se tornaram menos eficazes, o que faz sentido porque os nocautes são mais frequentes.

Essa mudança pode ser notada no número de campeões brasileiros entre as categorias. O Brasil já produziu 18 lutadores campeões de cinturões no UFC. Mas 14 deles se tornaram campeões antes de 2016, restando apenas 4 nos últimos 5 anos. E é isso é um motivo e tanto para afirmar que os brasileiros atualmente não são mais os grandes campeões desse esporte.

Os lutadores estrangeiros aprenderam naturalmente como se defender contra-ataques ao solo com muito mais facilidade. A maioria das lutas atualmente termina por nocaute ou decisão do árbitro. O resultado disso é que a luta livre e o wrestling são incrivelmente populares hoje em dia e indiscutivelmente mais comuns e eficazes do que o Jiu-Jitsu. Será necessária uma reformulação dos fundamentos entre os lutadores brasileiros e a procura por mais recursos atuais para assim poder voltar ao topo desse esporte.

Cristiano Abreu

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