Quinta-feira, 06 de AGOSTO de 2020

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opinião

Câmara de Vereadores de Viamão na primeira sessão do ano, dia 18 de fevereiro

Quais vereadores de Viamão trocarão de partido; a janela arrombada

por Rafael Martinelli | Publicada em 02/03/2020 às 12h43| Atualizada em 20/03/2020 às 16h49

Sete, dos 21 vereadores de Viamão, podem saltar pela janela que permite a troca de partido sem o risco de perder o mandato. Certezas, apenas duas.

Vamos às informações sobre a legislação eleitoral, a lista do ‘sai’, ‘não sai’ ou ‘pode sair’ e, ao fim, comento.

A partir da quinta-feira (5), os vereadores que pretendem disputar a reeleição ou a prefeitura podem mudar de partido sem sofrer nenhuma punição da legenda.

O prazo da chamada janela partidária termina no dia 3 de abril, seis meses antes do pleito, de 4 de outubro.

 

O sai, não sai*

 

: Adão Pretto (PT): não sai, é provável candidato a vice-prefeito de Guto Lopes, que vai trocar o PSOL pelo PDT.

André Gutierres (PP): não sai, é presidente do partido e concorre à reeleição.

Armando Azambuja (PT): pode sair. Atua de forma independente desde a derrocada do PT, com direito a foto e tietagem ao ‘Véio da Havan’.

Belamar Pinheiro (PSDB): pode sair. Antes da Operação Capital era ficha certa para se desfiliar do partido. Agora, deve ficar.

Diego Santos, Dieguinho (PSD): não sai.

Dilamar de Jesus (PSB): não sai. É atual presidente da Câmara.

Edi Bagé (PSDB): pode sair. É a mesma situação de Belamar.

Eraldo Roggia (PTB): não sai. É o ‘dono do partido’.

Evandro Rodrigues (DEM): não sai.

Francinei Bonatto (PSDB): não sai.

Gugu Streit Jr., Guguzinho (PTB): não sai do partido. Pode concorrer em Porto Alegre.

Guto Lopes (PSOL): sai. Vai para o PDT para concorrer a prefeito.

Igor Bernardes (Cidadania): pode sair. Líder do governo, está em crise com a estadual do partido.

Jessé Sangalli (PSDB): sai. Deve ir para o Novo.

Joãozinho da Saúde (MDB): não sai.

Maninho Fauri (PSD): não sai. É o presidente do partido.

Marcio Katofa (PSB): não sai.

Nadim Harfouche (PP): não sai.

Rodrigo Pox (PDT): não sai.

Sergio Angelo (PV): pode sair. Afastado pela Operação Capital. Em seu lugar assumiu o suplente Victor Braga, que também deve sair.

Xandão Gomes (PRB): não sai.

*Se houver algum erro de informação, o espaço está aberto para esclarecimento no 996475170.

 

Analiso.

A janela foi arrombada pela Operação Capital, que afastou o prefeito André Pacheco (sem partido) e cinco secretários municipais, o que tratei em artigos como Prefeito de Viamão, 5 secretários e vereador afastados por suspeita de corrupçãoSilêncio é pena capital para prefeito afastado em Viamão; o herói incômodo.

Políticos de diferentes lados da ferradura ideológica estão repensando o ‘sai, não sai’, de olho nas candidaturas à Prefeitura e a perspectiva de vitória que faz com que as direções nacionais e estaduais liberem mais dinheiro do fundo eleitoral, além de facilitar a arregimentação de candidatos à Câmara em tempos de ódio à política.

Do lado canhoto, certeza: PDT e PT estarão juntos naquilo que esquerdistas chamam de ‘partido histórico’, por reunir as ‘forças populares’.

A incerteza é eleitoral: como se comportará o eleitor na Viamão que deu sete a cada dez votos para Jair Bolsonaro?

Do centro aos destros, é só indefinição.

André, hoje sem partido, se não conseguir uma liminar para voltar ao cargo, será um ‘cadáver político’. Perde poder de influência e, certamente, estará mais preocupado em não ser preso.  

Valdir Elias, o Russinho (MDB), vice que assumiu como prefeito, já experimenta a aproximação de políticos sempre infectados com a ‘prefeitura-dependência’. Mas, entre cargos e gritos, não é alguém que se possa reconhecer hábil para manejar tantos interesses.

E, aqui o principal: o ‘efeito Valdir Bonatto’. Popularíssimo, é o favorito na eleição para a Prefeitura. Até alguns que votaram contra a aprovação das contas dele hoje confidenciam aqui e ali certo ‘arrependimento’.

Reputo ao ex-prefeito o melhor momento para, na janela, operar na construção de coligações, que começam pela definição das nominatas dos partidos.

É que, além de um legado no governo, cuja aprovação foi a eleição de André, na gíria da política, um ‘poste’, não deve nada para ninguém – muito pelo contrário.

Ao fim, Bonatto não precisa bater na porta de ninguém.

É só abrir a janela e ‘3, 2, 1...’ para começar a romaria até ele.

Cristiano Abreu

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