Segunda, 25 de MAIO de 2020

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opinião

Valdir Elias, o Russinho, eleito vice assumiu como prefeito com o afastamento de André Pacheco

Russinho age bem na crise do coronavírus; o Jim Jones de estimação

por Rafael Martinelli | Publicada em 16/03/2020 às 20h18| Atualizada em 20/03/2020 às 20h38

Em tempos de pós-verdade e novo normal, obrigo-me a dar parabéns ao prefeito de Viamão por, nesta crise do coronavírus, não seguir o exemplo do político que ocupa o maior cargo do país.

Valdir Elias, o Russinho, anunciou a suspensão das aulas, de eventos das prefeituras, e está publicando decreto regulando ações no serviço público, como a priorização no atendimento a suspeitas de contágio, além de recomendar atenção à iniciativa privada.

As medidas estão na reportagem Aulas suspensas e atenção máxima: o resumo do dia em que o corona começa a parar a região, produzida pelo Cristiano Abreu no Diário de Viamão.

O que reputo principal: Russinho deu a gravidade correta à crise. Fez o óbvio, sem politizar vida e morte. Não foi preciso chamar o bom senso de comunista e nem brigar com a ciência.

Já Jair Bolsonaro mostrou ser um irresponsável, um desinformado ou um informado do mal ao, recém testado para o vírus, participar da manifestação do domingo, além de dar uma entrevista desastrosa à CNN minimizando os riscos da pandemia.

Suspeito informado do mal porque o Banco Central – por obra de seus técnicos – tem uma projeção desde a quarta de que a explosão do vírus no Brasil pode superar a progressão da China e da Itália.

O Presidente da República não sabia? Ou o ‘mito’ não acreditou nas estatísticas, terraplanificou os alertas e colocou a tentativa de homicídio para análise em uma placa de petri, desafiando mais uma vez as instituições?

Opinião minha: o Presidente da República agiu como um ‘imbecil de cartaz’.

Postei meme em meu perfil no Facebook e leitores opinaram. Prepare a máscara e clique aqui para ler. Senti falta de uma unanimidade na empatia, que é uma coisa mais intuitiva e acessível que a inteligência.

As potenciais vítimas são menos o cliente de plano de saúde que entra de carro do Albert Einstein, ou no Moinho de Vento, do que o pobre que depende do SUS, como o operário ou a doméstica no Viamão lotado.

Dói, de tão simples.

Sem levar a sério os riscos, e sem o comprometimento daqueles que podem fazer algo pelos alvos mais frágeis, inevitavelmente teremos um colapso na rede de saúde nos próximos 45 dias.

Russinho fez o apelo.

Isso não tem nada a ver com o lado que cada um ocupa da ferradura ideológica.

Preocupante é quando o gestor calça a ferradura e ferra com aqueles que mais precisam dele.

Ou, mais assustador, inspira e se comporta como um Jim Jones.

Cristiano Abreu

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