Segunda, 25 de MAIO de 2020

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opinião

E se Bolsonaro for confinado à força?

por Rafael Martinelli | Publicada em 16/03/2020 às 21h29| Atualizada em 28/03/2020 às 00h27

Associo-me ao artigo de Moisés Mendes.

Os brasileiros precisam considerar uma hipótese, a partir da suspeita (que já é quase crônica) de que Bolsonaro pode estar com o coronavírus.

Sergio Moro deve publicar amanhã uma portaria que prevê a internação ou a quarentena compulsória de alguém que possa colocar outras pessoas em risco.

Não serão considerados apenas os casos de contágio comprovado, mas também de suspeitas. Um médico poderá, sem necessidade de determinação da Justiça, indicar que tal pessoa deve ser internada ou ficar confinada em algum lugar.

E aí vem a pergunta. Se Bolsonaro vai se submeter a um segundo teste, ele carrega desde a semana passada a suspeita de que é portador do vírus.

Todos sabem que Bolsonaro pode estar contaminado e que que pode ter contaminado outras pessoas, mesmo que o primeiro teste tenha dado negativo.

E todos sabem também que pelo menos 12 pessoas que participaram da comitiva presidencial à Miami estão doentes, incluindo agora Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Se Bolsonaro apresentar qualquer um dos sintomas (tosse, por exemplo), quando de uma das aparições para a sua claque no cercado do Alvorada, um médico presente poderá – pelas informações públicas das suspeitas e pelo histórico até aqui – determinar que ele seja confinado?

Qualquer médico, ou só os médicos da presidência têm essa prerrogativa? Um médico de saúde pública, pago para zelar pela saúde coletiva, não pode pedir a internação de Bolsonaro, em nome da preservação dos que convivem com ele, nos palácios e no cercado do Alvorada?

Deve ser considerada também outra interrogação, que circula desde ontem. Os médicos do entorno de Bolsonaro, que sabem da sua situação, não podem ser responsabilizados?

A portaria deve sair amanhã. Bolsonaro poderia inaugurar o confinamento compulsório, para que deixe de colocar as pessoas em risco e pare de dar o mau exemplo do exibicionismo delituoso.

Cristiano Abreu

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