Quarta-feira, 28 de OUTUBRO de 2020

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opinião

Geraldinho observa o prefeito interino Russinho e o presidente da Câmara Dilamar agendarem sessão para esta terça

O ’golpe’ que Geraldinho trama para ’ser prefeito’ em Viamão

por Rafael Martinelli | Publicada em 20/04/2020 às 17h21| Atualizada em 27/04/2020 às 14h45

Jornalismo é dar nome às coisas – e, portanto, às personagens.

Geraldinho Filho (PSB) é o ‘golpista’ da vez, em Viamão.

Sem mandato, mas com o controle dos bastidores da Câmara, opera com CPIs para inviabilizar a volta de André Pacheco (PSD), prefeito afastado pela Operação Capital, a ‘Lava Jato de Viamão’, e, como sempre dizia, “amigo pessoal”, cuja defesa rendeu a expulsão dele, Geraldinho, do PSDB.

Mas não é só.

O atual prefeito Valdir Elias, o Russinho (MDB), também resta na linha de tiro das ‘CPIs do Geraldinho’.

Explico, mas mantenho anonimato das fontes, por algumas delas, por sobrevivência política ou financeira, participarem, ou serem testemunhas do conluio.

Primeiro, o poder de Geraldinho.

É diretor do legislativo de direito, mas de fato é ele quem manda e desmanda na gestão da Câmara. Quem assina, o presidente Dilamar de Jesus (PSB), não sabe nem quem é Gandhi, muito menos Mahatma Gandhi, a prestadora de serviço alvo de CPI e citada nas suspeitas de corrupção pela Procuradoria dos Prefeitos na ‘Lava Jato de Viamão’.

A foto que ilustra este artigo fala sozinha. Você também pode tirar conclusões clicando aqui para assistir a última sessão – absurdamente presencial, com mais de 50 pessoas, mesmo que muitos de máscaras, mas com potencial de emitir aerossóis de SARS-CoV-2 pelo plenário e imediações.

Agora, a 'Situação A, B e C'.

Por enquanto, na ‘Situação A’, Geraldinho mantém proximidade com o MDB de Russinho, que também observa uma silenciosa divisão, com o prefeito interino e o DEM, do genro vereador Evandro Rodrigues de um lado, Sarico Moura de outro; era ‘fake’, apenas para lotear os cargos na Prefeitura, a suposta unidade, que tratei em artigos como Sob ’contágio político’ da ’Lava Jato de Viamão’, Russinho é candidato a prefeitoProcurador-geral é ’avalista’ de contratos de um prefeito; a ’Lava Jato de Viamão’ e Que dia é hoje, prefeito Russinho? Às vezes, é melhor não saber....

Na ‘Situação B’, resta o PSD de André e do vereador Maninho Fauri com seus principais CCs demitidos e ‘uma cadeira no cemitério’ como espaço no governo.

Na ‘Situação C’, correndo risco eleitoral por estarem também no fim da fila na divisão de cargos, estão o PSL do vereador Nadim Harfouche, e o PRB, do vereador Xandão Gomes.

Fato é que as CPIs podem, com uma cassação, impedir André de voltar à Prefeitura e, mesmo que um walkingdead político, insistir em uma candidatura à reeleição; ‘contaminar’ Maninho, o último defensor do prefeito afastado e que também sonha concorrer à Prefeitura e, ainda, também cassar Russinho.

Lembrem-se que, se André e Russinho forem cassados, quem assume como prefeito-tampão é o presidente da Câmara, Dilamar, de quem Geraldinho é o titereiro político.

Tirando André, Russinho e Maninho do caminho, Geraldinho sobraria candidato a prefeito pelo governo de seu próprio PSB, com Dilamar assinando as nomeações para cargos e cabos eleitorais na campanha. Com esse pragmatismo implacável, Geraldinho consegue no mínimo a vice de Russinho – o que pode não ser uma boa, já que é contaminação eleitoral certa com a bagunça por inação do governo interino, que em meio à crise do coronavírus não consegue pagar de quem limpa, a quem atende no posto de saúde, como o Diário de Viamão mostrou em artigos como Funcionários sem receber, contrato vencido e repasses sob suspeita: o caos na Saúde de Viamão na mira do Ministério Público e da Câmara de Vereadores, Russinho encaminha aumento do próprio salário e Câmara quer barrar; O sujo falando do mal lavado e Em dia de protesto na porta do gabinete, Ministério Público abre inquérito civil para investigar condutas de Russinho.

Como já dizia Millôr: “a política é a mais antiga das profissões”; e conspiração é pandemia.

Ao fim, enquanto o prefeito afastado é mau aconselhado a ficar quieto enquanto rareia o ar, o que já tratei em Silêncio é pena capital para prefeito afastado em Viamão; o herói incômodo, seus 'aliados' conspiram e os prefeituráveis da oposição – o vereador Guto Lopes (PDT) e o ex-prefeito Valdir Bonatto (PSDB) – curtem a quarentena assistindo, como dizia Gandhi, “a gota de veneno comprometer o balde inteiro”.

 

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Cristiano Abreu

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