Sem sistema, professores tem dificuldade em registrar BO

Professores se reuniram na 1ªDP / foto: Bruna Lopes

A vida dos professores está difícil até para protocolar um simples Boletim de Ocorrência. A 1º Delegacia de Polícia de Viamão estava sem sistema desde o início da tarde de hoje e, por isso, os boletins que seriam registrados pelos professores da rede estadual – por danos morais, contra o governador José Ivo Sartori – tiveram que ser feitos manualmente.

Os representantes presentes disseram que o pagamento parcelado dos salários e o contingenciamento dos investimentos do Estado estão tornando inviável o exercício da profissão. Uma das professoras, moradora do Centro e que dá aulas em Itapuã, diz que não tem dinheiro nem para o deslocamento até a escola.

— Como eu tenho débito em conta e estava no vermelho, quando entrou o valor da primeira parcela, R$ 450, eu nem tive chance de pegar nada. Estou com saldo de vinte reais na minha conta. Eu até vou para Itapuã, mas não volto. Mas o pior é a falta de compreensão por parte dos diretores das escolas, pois a maioria dos pais entende pelo que estamos passando. Eu me sinto feita de palhaça, ignorada. Trabalho em Itapuã há três anos e no Estado já fazem 21 anos e nunca tinha passado por uma situação tão ruim como essa — disse.

— Além do abalo financeiro, tem o abalo psicológico. É um nervosismo toda vez que o parcelamento é anunciado. Não podemos ficar doente, nossa família não pode ficar doente, pois não teremos dinheiro. E as colegas que são casadas com outros funcionários do Estado que também tiveram o salário parcelado. Como faz? — diz a professora da escola Açorianos, Denise Ferreira.

Os professores estão se organizando para não causarem prejuízos à comunidade escolar, mesmo assim, muitas delas já estão com os horários reduzidos devido a dificuldades dos professores, principalmente de deslocamento.

O ato de protesto, que está sendo planejado desde terça-feira (1º), aconteceu também nas demais cidades atendidas pelo 22º Núcleo do Cpers: Gravataí, Alvorada, Cachoeirinha e Glorinha.

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