Última rodada e a lição histórica: Copa do Mundo não permite desaforos

Se tudo der certo serão apenas sete jogos! Portanto, é preciso foco total e força máxima. Na última rodada da fase de grupos, porém, muitas seleções se deram ao luxo de poupar titulares. E deu muito errado! A Copa do Mundo não permite desaforos…

Entretanto, não seremos profeta do acontecido! No caso do Brasil, a situação era pra lá de confortável, o que justifica o “descanso” para o time A — ainda mais numa Copa do Mundo atípica que espremeu o calendário na temporada e “estourou” vários atletas.

A expectativa era grande com a equipe alternativa que enfrentaria Camarões! Com grande parte dos atletas sendo referência de suas equipes no Velho Continente. Entretanto, não existe mágica em futebol.

É preciso tempo, rotina, repetição e insistência. Por mais que treinem juntos, foi a primeira partida do conjunto e, naturalmente, a falta de entrosamento gritou aos quatro ventos.

A decepção, portanto, não foi com a comissão técnica liderada por Tite, tampouco com a mecânica tática ou coletiva. A nota baixa do duelo se deu principalmente pelas individualidades.

Antony e Bruno Guimarães — que no duelo contra a Suíça entraram na segunda etapa e se credenciam ao time principal — sucumbiram. Deixaram o cavalo passar encilhado! Com isso, seguimos com duas vagas em aberto para o confronto contra a Coréia do Sul na segunda-feira: a camisa 8 e a ponta-direita.

Contra Camarões, Fred foi superior a Guimarães. Mas não seria surpresa se Everton Ribeiro aparecesse um pouco mais recuado que o habitual. Seria tentativa de desafogar o time. Foram três jogos até o momento com sérias dificuldades de saída de jogo/transição.

Na ponta direita, Rodrygo pode desbancar Raphinha e Antony — caso Neymar esteja em campo, claro! Ou até mesmo Éverton Ribeiro pode aparecer atuando como ponta-articulador, função que fez dele craque do Brasil no Cruzeiro e um dos principais pilares do multicampeão Flamengo — principalmente na Era Jorge Jesus. Contra Camarões, atuando como meia por dentro, Ribeiro também deixou a desejar.

No lado positivo da moeda, o contraverso Daniel Alves foi bem e surge como candidato enquanto Danilo for ausência — principalmente se tivermos que improvisar na camisa 6 pelas lesões de Alex Sandro e Alex Telles. A dúvida seria sua condição física!

A dupla defensiva também mostrou segurança, embora Aboubakar tenha assinalado o gol ao explorar o espaço entre eles. Bremer mostrou o porquê é referência no futebol italiano há algumas temporadas. Militão, por sua vez, é outra afirmação para o presente e, sobretudo, para o futuro. No ataque, o menos festejado de todos foi o maior destaque: Gabriel Martinelli, 21 anos, titular do inglês Arsenal.

Que venha o time de Son! Se passarmos, pegaremos nas quartas-de-final o vencedor de Japão e Croácia! Nada de Uruguai, Alemanha ou Espanha. Por enquanto, a sorte tem vestido verde e amarelo.

Só falta jogarmos mais futebol…

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