Inter de Mano e o “voto” para o futuro

Falar em futuro de sucesso em pleno período eleitoral parece discurso fácil de candidato, né? Mas no caso do Internacional de Mano Menezes, é apenas um prognóstico com base no que o campo está gritando.

A atuação contra o Flamengo completo em pleno Maracanã escreveu mais um capítulo do “Plano de Governo” colorado na temporada e indica um cenário com boas perspectivas para 2023.

Mesmo com inúmeros desfalques — três deles no meio-campo onde tudo acontece — a bravura e a organização defensiva do time foram notáveis.

A derrota era prevista por 11 em cada dez institutos de pesquisa! Dentro de campo, porém, a margem de erro saltou às vistas.

O time inteiro negou espaços ao melhor elenco do Brasil durante o primeiro e o segundo turnos. Quando as linhas eram superadas, Keiller revelou-se postulante a novo Ministro da Defesa.

É claro que a postura, por vezes, foi defensiva em excesso — principalmente na reta final. Mas não podemos ignorar o cenário adverso que, entre outros, limitou as alternativas no banco para manter a postura de marcar e também jogar na etapa final.

A migração para linha de 5 defensores, tendência na Europa na atualidade, foi mais um mérito da noite! Aliás, deve ser um dos desenhos que mais será aplicado na Copa do Qatar a partir do próximo mês.

Contra o Goiás domingo no Beira-Rio, os três pontos são essenciais também para valorizar o empate no Rio. A ambição e o foco precisam ser semelhantes. A organização, idem, mas com mais poder ofensivo.

De diferente do que temos visto na peça de ataque, Estêvão ou Lucas Ramos com mais oportunidades no setor criativo (jogando na faixa central do campo) pode surgir como “fato novo” na reta final — também para atenuar as jornadas apagadas de Alan Patrick, que sofre fisicamente.

Que venha o próximo duelo e que os eleitores vestidos de vermelho e branco lotem a seção eleitoral às margens do rio. Campanha de pontos corridos é assim! Cada jogo vale feito voto consciente.

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