O Grupo Teatral Leva Eu finalizou no último mês o projeto "Artista na Escola". É o Aquilombamento nas Escolas

Grupo Teatral Leva Eu/Divulgação

O programa é uma iniciativa que investe recursos para selecionar projetos de atividades artísticas e pedagógicas a serem desenvolvidas em escolas públicas. O Artista na Escola busca promover a interação entre artistas e estudantes, oferecendo ações culturais em áreas de vulnerabilidade. Durante quatro meses os estudantes do Instituto Estadual de Educação Isabel de Espanha participaram de vivências artísticas através de jogos cênicos, improvisações e criações de cenas com o ator e diretor teatral Igor Ramos. Os participantes da oficina foram estimulados a trocarem experiências com os seus pares através de processos criativos, dialogando e criando um intercâmbio de fazeres e saberes, contribuindo para a ampliação de seus repertórios culturais.

  • As ações do projeto foram realizadas com financiamento do Estado do Rio Grande do Sul e o apoio do Programa RS Seguro Comunidade, por meio do edital Sedac n° 17/2024 - Artista na Escola.

Foram oferecidas, além das oficinas de teatro, vivências com três professores convidados abordando temas como dramaturgia, com o crítico e dramaturgo Diego Ferreira. Vivência de culturas populares com a musicista Cigarra e acessibilidade cultural, ministrada pelo intérprete de Libras Lucas Terres, e ainda dois espetáculos cênicos com temática negra.

Essas oficinas e atividades formativas foram pensadas e planejadas de forma pedagógica com base nas práticas performativas negras, principalmente na perspectiva do aquilombamento, processo pelo qual comunidades negras buscam a requalificação de seus territórios e de suas identidades. A busca foi por meio do pertencimento, da representatividade e das possibilidades que os profissionais que estão a frente das atividades podem proporcionar aos alunos e alunas participantes.

Por fim, para promover uma experiência artística mais completa no ambiente escolar, o projeto proporcionou dois espetáculos aos alunos. O primeiro foi o espetáculo teatral "Negreiros - Histórias que a História não Conta", sob direção de Igor Ramos. E o espetáculo de música "Linha de Frente", primeiro álbum solo de Cigarra, que também assina a premiada trilha sonora do espetáculo "Negreiros".

O projeto teve como objetivo produzir um espaço de aquilombamento nas escolas a fim de criar lugares de reflexão sobre a história e a realidade através da arte. Aquilombar-se para questionar aquilo que não cabe mais, o que não faz mais sentido na sociedade. Para transformar o pensamento em ação. Potencializar as vozes dos estudantes num espaço construído para a expressão artística.

Os artistas do projeto

IGOR RAMOS | Ator e Diretor | DRT 6021

  • Ator, diretor, gestor, professor e produtor cultural negro. Graduado em Produção de Espetáculos Cênicos (FATO), Especialista em Artes Cênicas (Censupeg) e Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC da UFRGS. Fundou em 1999 o Grupo Leva Eu, onde é diretor geral. Trabalhou na secretaria de Cultura de Viamão de 2012 a 2019, onde foi diretor geral e secretário interino. Foi jurado do Prêmio Tibicuera de Teatro Infanto Juvenil (2024), jurado do Prêmio Açorianos (2025) e Curador do Festival Porto Alegre em Cena (2025). É idealizador do FESTIVE - Festival Estadual de Teatro Estudantil de Viamão

DIEGO FERREIRA | Dramaturgo | DRT 10706

  • Dramaturgo, diretor, crítico e professor negro LGBTQIAPN+, graduado em Teatro na UERGS. Coordenador do Núcleo de Dramaturgia RS. Mediador do Festival Palco Giratório do Sesc-RS - 2021 e curador local no mesmo festival em 2024. Contemplado no edital Formação e Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo com o projeto “Três tempos para a Dramaturgia Negra no Rio Grande do Sul: Formação, Reflexão e Memória”, vencedor do Prêmio Açorianos 2021 na categoria Ação Periférica. Professor de Teatro no Espaço do Ator.

CIGARRA | Musicista | OMB 101/ES

  • Marie Joeline Andrianjafy (Cigarra) é negra, multiartista interessada em pesquisas sobre as culturas populares e para as infâncias. É integrante do Grupo Mu, com o qual realiza o espetáculo musical para crianças intitulado Nesse Mundo Maluco. Faz parte do corpo de baile do Afro-Sul Odomodê. Assina a trilha sonora de Negreiros - Histórias que a História não conta, premiada no XXXI Festivale em Rolante em 2024.

LUCAS TERRES | Intérprete de Libras

  • Lucas Terrese é negro LGBTQIAPN+, técnico em tradução e intepretação na Inilibras e graduando do curso de letras (Libras) na Uniasselvi. Atualmente é tradutor e intérprete de Libras no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Restinga de Porto Alegre, e já realizou trabalhos de tradução e interpretação em Libras em eventos, shows e podcasts, com destaque para colaboração com as instituições PUC-RS e Senai.

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Comunicação moderna

Para aqueles que tem mais de 70 anos como eu, causa estranheza esta linguagem moderna de tudo. Principalmente nos computadores. Alguém já recebeu em sua telinha, frases curiosas tipo: “Prove

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook