Eram muitas. A maioria estava protegida do sol com seus panamás. Alguns foram comprados no Brasil. Outros no estrangeiro em países europeus ou nas américas. Elas queriam proteção solar. Eles faziam parte de um ritual praiano, caraterístico do verão.Ficavam estilosas e assim iam em direção as férias estudadas e prometidas por patrões e familiares. Muitas sonhavam em conhecer um amor de verdade. Imutável, prazeroso e duradouro.Outras planejavam somente diversão. Sabiam que os relacionamentos não são fáceis. E no mundo da ganância financeira quase todos só buscam a satisfação bancária. De praia em praia chegavam aos confins do Brasil. Sem esquecer Bora Bora e Havaí. Se praticavam o surf era muito magico. Não esquecendo a Polinésia, lugar onde nasceu o surf com suas pranchas de madeira. Mas elas eram tão somente, as mulheres de chapéu. se aventurando num verão cheio de desejos e promessas antigas.
Para sorte ou desespero algumas conheceram homens sérios e engataram uma paixão. Não estavam interessadas em se embebedar para poder demonstrar alegria. Queriam a verdade de um amor, leal e fiel. Conseguiram, mas eram poucas. A maioria sofria em falsidades e desrespeito.
As mulheres de chapéu, em grupo, tomavam as pequenas ruelas daquela praia pequena. Dirigiram-se a uma sociedade secreta de esoterismo. E lá, em meio a sortilégios, rezas e mantras entoaram um hino pela liberdade e paz universal. Neste momento, dispensaram seus chapéus. Verdes, azuis, amarelos e caramelos. Num grande ritual desejaram do fundo de seus coracões, um mundo mais compreensível, humano e inteligente. (Ana D´Avila)





