Uma das coisas que mais me cativam sobre a história de Jesus, é a ideia de que eu posso ser amada incondicionalmente, independente das minhas escolhas, das minhas falhas e dos meus defeitos. A ideia de amor incondicional é o que me aproxima da minha fé, porque sempre posso voltar para ela, ela me acolhe com um amor incondicional e então, encontro forças para ir em frente.
Um lugar secreto no mundo, uma esperança sempre muito viva. “A fé move montanhas”, ressoa o ditado tão famoso. Move montanhas porque é uma energia contínua, que não apaga, incansável. A fé age dentro do nosso cérebro enquanto uma força que reanima, levanta o que está caído.
Quando já fizemos tudo o que foi possível, quando já agimos de modo racional e prático, quando não há mais nada a fazer… A fé pode nos encontrar neste lugar. Num lugar de impotência humana, mas de profunda esperança em “algo maior”.
Estudando, percebo o quanto a fé pode ser um refúgio para nossos anseios enquanto seres faltantes, porque a ideia de que existe uma coerência dentro do caos, conforta os nossos corações. Ter fé pode ser saudável para todos nós, porque somos mesmo um grão de areia no meio do universo. E nossa insignificância nos amedronta, mas com fé, podemos encontrar força nessa incerteza.O que somos? Senão pedaços de carne frágeis, andantes, tão temerosos…
Mas a natureza nos ensina que a fé não precisa ser um dogma, e nem implicar a cegueira. A natureza nos ensina que a fé se encaixa num momento sútil, em que encontra-se beleza no riso de uma criança, no gotejamento da chuva, no nascimento e também na morte. Não somente no templo, mas também no templo, caso desejarmos.
E como é bom falar de fé com liberdade, porque ela é necessária para seguirmos em frente. O que são as perspectivas futuras senão um ato de fé? E os sonhos, pedaços de esperança que insistimos em guardar, sabe-se lá Deus porquê. Por teimosia, ou por acreditar piamente, sem saber, que somos movidos pela fé.





