Alunos da APAE conhecem Aldeia Pedagógica e os Guaranis na Quinta

125 alunos da APAE participaram da atividade ontem na Quinta da Estância | Divulgação, Quinta da Estância

Em parceria com a aldeia Mbyá Guarani de Viamão, programa tenta desmitificar a imagem do Índio e é realizado durante todo mês de abril na Quinta da Estância

 

A partir de ações que integram diversas disciplinas, uma nova educação forma cidadãos mais críticos e conscientes de que no meio ambiente e na sociedade, dependemos todos uns dos outros. No mês do Dia do Índio (19 de Abril), crianças e jovens estão aprendendo isso na prática através do programa Valorização da Cultura Indígena e Populações Tradicionais. Nesta terça-feira (18), 125 alunos da APAE de Viamão tiveram a oportunidade de participar das atividades que são realizadas pela Fazenda Quinta da Estância.

Em parceria com a aldeia Mbyá Guarani de Viamão, o programa acontece desde 1998, sempre no mês de abril, e conta com uma Aldeia Pedagógica construída especialmente para remontar a história das três culturas indígenas que habitavam o Rio Grande do Sul na época da chegada dos europeus: Guaraní, Kaingangue e Charrua. São trabalhados conteúdos de História, Geografia, Artes, dentre outros. Alem disso, os estudantes têm a oportunidade de conversar com o cacique da aldeia para saber como era a vida antigamente e como é hoje, conhecer seus costumes, hábitos e saber a herança que nos deixaram como o chimarrão.

No total, mais de 30 mil estudantes já foram sensibilizados. Os visitantes também são convidados a trazer doações de alimento que já somam mais de 40 toneladas desde o início do projeto. Além disso, a venda do artesanato indígena acontece durante todo ano na Quinta da Estância, gerando renda significativa para as famílias.

 

Atividades vão de sítio arqueológico à gastronomia

 

Os alunos apreciaram a música, a dança, a culinária (inclusive com degustação), aprenderam algumas saudações em guarani, fizeram pinturas corporais indígenas, conversaram com o cacique sobre sua tradição e as dificuldades presentes.

Sítio arqueológico modelo: alunos aprendem como arqueólogos reescrevem a história de povos que não deixaram registros escritos

Oficina das Pinturas: alunos aprendem sobre as pinturas indígenas e seus significados e também são pintados com a tinta natural do Urucum.

Oficina da Gastronomia Indígena: espaço completo para os participantes conhecerem toda a herança gastronômica deixada pelos índios. Alunos vão poder experimentar pratos típicos e também conhecer as primeiras espécies de plantas domesticadas para plantio pelos índios.

Oficina do Brincar: alunos irão aprender quais brincadeiras os curumins realizam na aldeia quando criança, muitas destas até hoje utilizadas por todos nós como Sapata, Peteca, Bolita, Perna de Pau. Também irão perceber que estas são coletivas e promovem a integração entre seus participantes, além de utilizarem itens da natureza para inspiração do brincar.

 

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Elon Musk e o lítio da Amazônia

Seu encontro com o “capitão” suscitou debates sobre reservas brasileiras do minério, essencial à indústria de microchips e baterias. Inexploradas, poderiam gerar riquezas e soberania tecnológica. Mas nada prosperará sob

Leia mais »

Receba nossa NewsLetter

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook