A Oficina de Artes Plásticas ficou pequena para tantos talentos. Era fevereiro e as aulas começaram na quarta-feira, 7.A professora, Argentina de Entre Rios se destacava pelo alto conhecimento na matéria que lecionava. Sugeriu a todos que acompanhassem a Bienal de Artes Plásticas que se desenrola em São Paulo. Ao mesmo tempo que chamava a atenção dos alunos para a necessidade de reciclar o material a ser usado em suas aulas.
O grupo se manteve unido e silencioso. Eram três meninas e dois meninos na faixa dos onze anos de idade. Na sala ainda, três senhoras de 70, 72 e 75 anos. Inscreveram-se no curso porque eram aposentadas e tinham habilidades nas Artes Plásticas. No grupo ainda, uma moça de uns 25 anos e uma senhora de 50 completavam o círculo de apresentações. A professora era o destaque principal. Principalmente por seu leve sotaque argentino e seu conhecimento.
Fabi , a professora, falou sobre a frequencia às aulas, o material que usariam, tintas e a necessidade de ao saírem, deixarem o ambiente bem limpo. Na sala ainda, existiam dois pianos grandes, que chamava a atenção. A Casa de Cultura tem uma ala só para ensinar musica. Talvez os pianos fossem usados de acordo com esta necessidade. Ou talvez, acessório para as aulas de Teatro que também existiam ali.
Aos cuidados da Professora foi organizado um círculo com os onze participantes da Oficina deram detalhes de sua vida e opção. Aconteceram apresentações. E cada um pode falar numa pequena biografia. Quem eram e o porque de fazerem o Curso. Seguiu-se a primeira aula. Testando a criatividade de cada um. Fabi distribuiu folhas de ofício em branco, onde todos ,usando apenas suas mãos puderam fazer arte.
A princípio a tarefa, sem lápis e sem pincéis, ficou difícil para o Grupo dos Onze. Mas eles criaram. E a professora aplaudiu. Eram bichos: gato, jacaré e no final uma surpresa: um sapo. Que mostrava a todos o cuidado que devemos ter com os animais neste conturbado mundo de poluição intensa. Os animais são seres vivos que merecem nossa atenção e muito mais ainda dos futuros artistas. Quer desenhando, lembrando deles e conscientizando exporão suas obras algum dia.
O Grupo dos Onze terá encontros semanais na Casa de Cultura Érico Veríssimo em Capão da Canoa. Que haja muitas ideias para por em papéis e telas. E que no final, aconteça um vernissage de muito sucesso. Fazendo de todos um instrumento de conscientização. Para que as novas gerações saibam que em Capão da Canoa existiram pessoas que valorizaram a arte, refletiram sobre ela e fizeram dela um motivo de prazer vivencial e de criação artistica. (Ana D´Avila)


