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Ana D´Avila | Mulheres e verdades

Cada uma delas esconde suas verdades. Umas são fortes outras são frágeis. Perdidas neste mundo de epidemias e tecnologia. A verdadeira,creio eu,assim como Amélia, que era mulher de verdade, é a que tem fé. Fé em Deus,fé na natureza, fé no lado positivo da vida.

 Encontrei uma palestrante desconhecida que se propunha a levar conhecimento empresarial às mulheres. Elas viram na rede social o chamado e, embora tivessem que pagar, foram assistir a palestra. Lá chegando, uma espécie de peça teatral se iniciou. Mas não viram nem drama,nem comédia. Somente um interesse.

A mulher de verdade, como frisei, que não era a Amélia, se achava  emancipada e aplaudida como uma rainha moderna. Mostrava na rede social quão boa mãe ela era. Boazinha, com um marido atlético e que poderia viajar pelo mundo, fazendo as mais pobres, morrerem de inveja.

Toda postagem dela tinha um apelo redigido por ela mesma, nos quais ressaltava suas habilidades. Parecia querer provar a toda hora, que era boa e emancipada. Acho que não era tão boa assim. O marido dava mole para a babá dela. A que cuidava de seus filhos, enquanto ela se exibia na cidade.

Uma encaracolada, se reunia com amigas para praticar reiki e estudar energias espirituaIs. Para isto, ela cobrava. Esperta e movida pela dependência espiritual de todos entrou definitivamente no mundo do vil metal. Como uma outra que tinha duas profissões. E era amargamente contra tudo e contra todos desrespeitando até mesmo um alto dirigente político. Não gostava da China nem de socialismo. Só acreditava na economia, no capitalismo e mulheres inteligentes.

A verdade da mulher do dentista tinha um propósito: não deixar nenhuma mulher se aproximar dele. A não ser que fosse tratar um canal ou restaurar um dente. Era loira  e também cursou odontologia. Montou um consultório com ele.

 Mas poderia ter montado  um centro de espionagem. Já que espionar era sua sina. Assim, mulheres e amantes latinos se oprimiam em becos, salas e apartamentos. Apertados e sofridos. Como um sapato de número menor. Como uma verdade escondida. Ou ainda como um show de meteoros passeando na imensidão do Cosmos. (Ana D´Avila)

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