O escarlate daquele líquido tinha conexão com o coração. A cada gole uma sensação de imenso prazer. Estímulo a seres humanos apaixonados que se encontram numa época de profunda transformação. Mas a cada degustação o prazer era maior. Se intensificava numa proporção cósmica intensa. Mais que a velocidade do laser, mais que a da luz.
O copo de vinho tinha delicado gosto de uvas, ervas e canela. Difícil de decifar. Mas de caráter mágico. Digno dos deuses. Principalmente Eros, Deus do amor. Ou Baco, Deus do vinho. Naquela época de espiritualidade, parecia que o amor, a delicadeza e a poesia, eram bem mais visíveis. E sentidos. Por todos. Homens, mulheres e seres viventes.
Tudo se harmonizava. Tudo se interligava. Como os Planetas do Cosmos, como a energia das mãos que curavam. Como os chacras que se imantavam de uma profunda luz azul, que tudo curava. Inclusive a Terra. A cada amanhecer, novos e coloridos pássaros cantavam. Novas ideias de bondade iam sendo implantadas nos cérebros humanos. Com a única finalidade, de espalhar amor em todos os quadrantes.
Não era tudo ligado ao sabor do vinho. Mas da representatividade que ele continha. Nascido da terra. Sensação de prazer. Afrodisiaco de prazer carnal. Como deixar de apreciá-lo? Se ele enternecia. Fazia sonhar. Trazia bem-estar e saúde. Iluminava os corações que agora se apaixonavam. Descobria-se a verdadeira felicidade. Contida num momento de encantamento.
Sentados frente a frente puderam finalmente entender hábitos saudáveis. Num tempo de sofrimento que parecia, agora, ser decifrado. Como códigos genéticos, como os mistérios terrenos.E a conjunção extra-física. O copo foi ingerido de gotas em gotas até que saciou a vontade. Como quem conhece o mais intenso prazer. Porque agora, corpo e alma se transfundiam no mais infinito amor.





