Ana D`Avila | Poemetos

Aos meus queridos e leais leitores seguem algumas poesias.Espero que gostem.Algumas foram criadas recentemente.Outras no meu passado, sempre focada na dinamica das palavras que tudo dizem.

A ÚLTIMA ONDA

Dentro do mar

Mora um tesouro

De luzes e cores.

Dentro do mar

Habita a fórmula

Do sim e do fim.

Dentro do mar

Mora um princípio

Depois da

Gigantesca onda cinza,

Nem datas nem símbolos.

Só águas…

Águas e águas.

BARCELONA

É preciso não faltar

Ao encontro de Barcelona

E ,dentro do comboio…

Pelo caminho:

Saudadear brasilis…

Saudadear brasílias…

Saudadear brasis…

COMPUTADORIZADA

Criei uma pasta

Com senha secreta

E depositei nela

Um arquivo de amor

Formatei

Editei

Colei

E pela janela

Fiz de você

Meu documento

Número um

Agora…

Só eu posso

Salvar como!!!!

ATREVIDA

Atrevo-me a

tudo nesta vida!

Atrevo-me a amar,

Atrevo-me a refletir,

Atrevo-me a discordar,

Atrevo-me a poetar.

Atrevo-me a viajar

além da estrela.

Atrevo-me até

a dominar pensamentos:

Fantasia!

Estrada!

Transformação!

ALGARVE

Em frente ao Marrocos, o Algarve.

Deslumbrante arquitetura moura.

Mas em Portugal há destroços

Da ditadura Salazarista.

Da Revolução dos Cravos.

Em frente aos grafites…

A embriaguês política

Na colorida e rica

Paisagem portuguesa.

DESEJO

Queria voar

Sobre os andes!

Atravessar

Machu Pichu

Assim como,

O condor mágico!

Mas hoje, amanheci…

Tal qual um

Grilo falante !

Que massante !

EU FÚTIL

Tenho andado tão triste

nesta minha sina de louca!

Nesta minha, cisma de tudo.

Tenho andado tão triste

nem penso mais no espírito.

Só me envolvo com cifrões, confusões

que nada me dizem.

Que pouco a pouco, se vão.

Se decompõem, se findam.

Meu Deus! Que sina!

Que cisma! Que peso que fica em mim.

Que futilidade viver assim!

ETERNO

Te pertetuei

no meu verso!

Te eternizei

na minha saudade!

INSANA

Pequena,

ínfima,

abreviada,

transparente,

submissa!

Grosseira,

tosca,

fosca,

enebriante,

Confusa de

mente brilhante!

Onde andará

teus passos?

Nesta caminhada

opaca,

vulcânica,

ofuscada.

Com muitas

interrogações e nenhuma

resposta.

Ainda assim…

permaneces no ar

e no mar…

Louca!

Estupidamente louca!

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