Ana D´Avila | Refúgio Sagrado

Em frente a geografia do lugar, um mar aberto. Aos fundos, a neblina de uma serra mágica. Entre aos dois espaços uma imensidão de amor, força e flexibilidade. Aquilo em verdade era, um desafio de inteligências.

As vezes um caos entregues à música e, em portais que é privilégio de poucos. Em outras, quilates de um amor dourado capaz de somar prazeres. A vida no lugar se tornava leve  e o ar era puro e inimaginável. Compartilhado por duas pessoas especiais. Sem malícia e sem atrevimento.

Era como um refugio do bem a beira do mar. O mais desejado do mundo de onde ninguém em sã consciência, quer sair. Havia segurança e liberdade de manifestação.  Seus corações batiam numa sintonia digna de DEUS. E suas vidas fluiam  numa ascendência diária. Sabiam de seu exotismo.

Depois as imagens noturnas surpreendiam. Bandos de pássaros em numerosos pontinhos brancos povoavam a praia. Chegavam em bailados encorajados pelo vento sul. E permaneciam ali até sua volta, a favor do vento nordeste.

Um espetáculo da natureza só visível para almas sensíveis. Que saiam à noite para apreciar a passarada em revoada cantar uma estranha melodia.

A noite avançava. As vezes até com buscas e resgates. Outras  vezes com a sublimação de algo nunca vivido antes. Poderia ser definido como uma satisfação, mas com certeza era, a felicidade em sua essência. Testemunhada por seres que usufruíam o refúgio sagrado. Ali próximo ao mar e as arvores centenárias.

Ao longe e nas madrugadas geladas do inverno gaúcho cálices e copos de  cervejas pareciam chamar para si um brinde. Eram testemunhados pelos  Deuses Bacho e Gambrinus. Eles deveriam participar daquela maravilhosa liturgia. De amor e felicidade.  Numa união mais que perfeita. (Ana D´Avila)

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