Os últimos dias de 2025 ainda reservam movimentos políticos em Viamão. Enquanto o grupo liderado por Rafael Bortoletti vem acumulando vitórias no campo político, os aliados comandados pelo ex-prefeito Valdir Bonatto vêm tentando medidas judiciais para reverter derrotas.
Na última sexta-feira, dia 26 de dezembro, os partidos União Brasil e Progressistas ingressaram com pedido de Mandado de Segurança, pleiteando que Rodrigo Pox (Podemos), continue como prefeito interino. Os partidos liderados por Felipe Sangurgo e André Gutierres, contam com articulação do ex-vereador Dedo Machado e pretendem impedir que Michele Galvão, eleita presidente da Câmara de Vereadores, possa assumir interinamente a Prefeitura, a partir do dia 5 de janeiro.
Mesmo com a cassação de Rafael Bortoletti e Maninho Fauri, o campo liderado pela família Bonatto não conseguiu ampliar alianças e, com a perda do comando do Legislativo, passou a apostar no campo jurídico como alternativa para tentar conter o fortalecimento político de Michele Galvão, vista nos bastidores como a candidata natural do grupo de Bortoletti em eventual eleição suplementar. O pedido de mandado de segurança reforça a ideia de que Michele surge como um nome competitivo e com capacidade de mobilização eleitoral.
Há uma grande expectativa sobre quem será o nome indicado por Bonatto para a eleição suplementar, visto que o deputado não tem conseguido atrair nomes importantes e, hoje, não possui mais o comando do PSDB local, no qual seus principais quadros políticos estão filiados. A própria candidatura dele a deputado federal corre grande risco de insucesso, sem o peso do apoio do Governo Municipal.
O despacho da juíza Lizandra Passos intima a Prefeitura e a Câmara a se manifestar, antes da decisão sobre o Mandado de Segurança. Enquanto um grupo traz a disputa para o campo político e outro mira no judiciário, Viamão vive a espera por uma decisão da Justiça Eleitoral sobre a data da eleição suplementar.





