Cerca de 60% dos proprietários de terras já fizeram declaração do ITR – atenção, prazo está acabando

Foto: Arquivo/DV

O prazo para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2025 termina no dia 30 deste mês.

Em todo o Brasil, já foram entregues até o momento 4 milhões de declarações originais (que não são retificações de declarações já feitas). No ano passado, foram pouco mais de 6,3 milhões. Isso significa que, faltando duas semanas para o fim do prazo, cerca de 63% das propriedades têm declaração entregue.

No Rio Grande do Sul, o índice é semelhante: temos 406 mil declarações originais até agora, sendo que no ano passado foram 675 mil.

Em Caçapava do Sul, 3 mil propriedades já têm declaração do ITR 2025 entregues (cerca de 60% do total de 5,1 mil entregues no ano passado). Em Santana da Boa Vista, são 2 mil de um total de 3 mil.

São Sepé teve até agora 1,3 mil declarações, de 3 mil esperadas. Em Lavras do Sul, são 1.093, de um total estimado de 1.770.

Sobre o ITR

É por meio dessa declaração que, anualmente, são prestadas as informações necessárias para o cálculo do tributo devido pelos proprietários de terras no país.

A principal novidade deste ano é a possibilidade de realizar o procedimento de forma totalmente online, por meio do Portal de Serviços da Receita Federal. Para isso, basta acessar o serviço 'Minhas Declarações do ITR', na aba 'Imóveis'.

A declaração é obrigatória para pessoas físicas ou jurídicas (exceto imunes ou isentas) que detenham, a qualquer título, imóvel rural, bem como para quem perdeu a posse ou a propriedade entre 1º de janeiro e a data final de entrega.

A declaração entregue em atraso gera multa de 1% ao mês, calculada sobre o total do imposto devido, não podendo ser inferior a R$ 50,00. Se paga dentro de 30 dias da emissão ela ainda cai pela metade, podendo ficar em R$25,00.

O ITR é o imposto federal de menor arrecadação. Embora ele seja de competência da União, 50% da receita fica com os municípios – ou mesmo 100%, no caso dos municípios que assinaram convênio com a Receita Federal para fiscalizar e cobrar o tributo (que é o caso, em todas as cidades da nossa região).

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