Culpa do zíper

Depois de uma centena de tentativas frustradas para entrar no Banco, ela se desesperou. E apelou. A porta eletrônica não girava de jeito nenhum. O dia era daqueles de intensa correria.Fim de mês. Contas a pagar. E, muita gente com pressa. O guarda-segurança do Banco, guardava muito mais que a entrada das pessoas ao estabelecimento. Guardava intolerância também. Foi nestes impedimentos, que o surreal aconteceu.

Maria Teresa, 47 anos de idade, contabilista, brasileira e vacinada foi pagar suas contas. Chegando ao Banco, colocou celular e chaves na caixinha de segurança, para que nenhum objeto impedisse sua rápida entrada. Mas parece que o guarda resolveu implicar com a moça. A porta giratória não abria. E ela frisava que estava  com  muita pressa. E o guarda insistia:” deve ter moedas dentro da sua bolsa, deixa eu ver”. Maria obedeceu. Abriu a bolsa e mostrou as moedas ao Guarda.

A esta altura, atrás de Maria, formava-se uma  longa fila de gente querendo entrar no  Banco. O guarda insistia: “tem alguma coisa de metal junto ao seu corpo,moça. Por isto, a porta não abre”. Maria estava enfurecendo. Lembrou seus anéis-bijuterias que eram metálicos e de uma corrente que carregava no pescoço. Irritada, tirou tudo e colocou dentro da caixinha, aos olhos curiosos e implicantes do guarda. Mesmo assim, a porta não abria.

Maria já irada, disse ao guarda que talvez, fosse algum defeito na porta-giratória do Banco. O guarda retrucava: “o problema não é na porta do Banco. O problema é que deve ter algum metal próximo ao seu corpo impedindo o giro da porta”. Maria olhou o relógio. Seu tempo e sua paciência, estavam se esgotando. Empurrou lentamente a porta e ela realmente, não abria. O guarda fez cara feia. Maria, olhando o povo atrás dela, já impacientes também, teve uma ideia.

Em voz alta e descontrolada,gritou: “Já sei qual o metal que está trancando a porta. E ela vai abrir agorinha mesmo”! O guarda fez cara de zombaria. Maria,trajava blusinha de seda verde e jeans surrados. Foi abrindo o zíper da calça e falando: “o único metal colado ao meu corpo é o zíper do meu jeans. Mas não se preocupe porque eu  vou tirar a calça agora já, e colocar na  caixinha”.

Desta vez, o guarda a olhou bem sério. Maria arriou o jeans, ameaçando tirar a calça, com o zíper metálico, já aparecendo. E sua calcinha de baixo também. O segurança ruborizou. Num toque de mágica, a porta giratória se abriu e Maria entrou. As pessoas ao seu redor riram bastante. E o guarda, envergonhado tomou um novo rumo dentro do Banco.(Ana D´Avila)

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Comunicação moderna

Para aqueles que tem mais de 70 anos como eu, causa estranheza esta linguagem moderna de tudo. Principalmente nos computadores. Alguém já recebeu em sua telinha, frases curiosas tipo: “Prove

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook