Dois são condenados a até 23 anos pela morte de jovem que construía a própria casa em Viamão; crime teve ciúme como motivação

Família receberá indenização de R$ 30 mil a partir de pedido do MP

Dois homens acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados na terça-feira (11) pelo Tribunal do Júri de Viamão, pela morte de João Vítor Rodrigues Pedroso, de 19 anos. O jovem foi atraído para uma área de mata e executado a tiros em janeiro de 2020.

Um dos réus recebeu pena de 23 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, enquanto o outro foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão. As duas penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime fechado.

Na acusação, atuou o promotor de Justiça Cláudio Rodrigues Araujo.

Segundo a denúncia do MPRS, o crime ocorreu entre os dias 20 e 21 de janeiro de 2020, no bairro Vila Augusta, em Viamão.

De acordo com a investigação apresentada pelo Ministério Público, João Vítor foi atraído para uma área de mata, onde acabou sendo morto com disparos de arma de fogo.

A motivação apontada na denúncia está relacionada ao relacionamento amoroso que a vítima mantinha com a ex-companheira de um dos envolvidos, apontado como mandante do crime.

Durante o julgamento, os dois acusados confessaram participação na morte.

O Conselho de Sentença considerou que um dos réus planejou e determinou a execução de João Vítor. Ele foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

A pena aplicada foi de 23 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

O segundo acusado foi condenado por homicídio qualificado mediante promessa de recompensa e também por recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena estabelecida foi de 16 anos e seis meses de prisão, igualmente em regime inicial fechado.

Família receberá indenização

Além das penas de prisão, a sentença determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 30 mil por danos morais à mãe e à companheira de João Vítor.

A decisão também determinou a execução imediata das penas.

Segundo as informações apresentadas no processo, João Vítor tinha 19 anos quando foi assassinado. Ele estava construindo a própria residência e havia constituído família.

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

TORNADOS: Fúnil do mal

Não imaginava que me assustaria tanto. Não fazia real ideia de sofrimento. Enfim, como diria Mário Quintana. “Tempos Bicudos”! Estamos em 2026 vivendo uma hecatombe climática sem precedentes que afeta

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook