Grêmio e o “churrasco coletivo” no caso Adriel

Não existe mocinho! Para todo os lados em que olharmos, terá alguém errando, deslizando, perdendo a chance de ficar calado.

Todos eles, cometendo o erro crasso de “jogar no ventilador” uma pauta que seria interna. “Elogie em público e corrija no particular”, já diria o filósofo Mário Sérgio Cortella.

Ninguém é maior que o Grêmio. Todos de acordo. Mas seria necessário “fritar” um ativo do clube? Um jogador promissor, numa posição essencial e com potencial raro. Na atualidade, superior tecnicamente a todos os outros goleiros do elenco.

Eis o primeiro vilão citado: a direção gremista! Tão elogiada — com justiça — pela remontada que está liderando em tempo recorde após as cinzas da Série B. Entretanto, parece ter sido vitimada pela falta de experiência.

Renato Portaluppi. Lembra quando citamos que ninguém é maior que o clube. Pois bem! Nem ele. O treinador foi outro que colocou fogo na fogueira e compartilhou rotinas/punições que deveriam ficar apenas nas paredes frias do vestiário. Expondo não apenas o jogador, mas todo o elenco.

Adriel! O arqueiro foi o responsável por riscar o fósforo. Lamentável! Principalmente por não se dobrar as punições iniciais e seguir cometendo os “delitos”. Brincou com fogo! Lamentavelmente, a imaturidade atrelada ao deslumbre inicial do sucesso, está ceifando a continuidade do camisa 31 na Arena. Eis o sentimento atual.

Se a entrevista concedida ao
grande Adroaldo Guerra Filho (Guerrinha) tivesse passado pela Assessoria de Comunicação do Grêmio, por exemplo, certamente o goleiro não citaria os detalhes táticos da bola parada. Seria instruído como se portar aos microfones. Um erro levou a outro e assim sucessivamente.

Pablo Bueno. O polêmico empresário que fez da vida gremista um “inferno” em situações com Ferreirinha e Tetê serviu como álcool derradeiro. Está pagando o preço pelo histórico negativo na temática azul, preto e branco.

No vídeo divulgado pelo Dia do Goleiro, Adriel cita que precisa ser punido pelos erros que cometeu, não pelas escolhas que fez. Mais uma vez perdeu a oportunidade de ficar calado.

De certa forma, porém, “dando razão” ao jornalista gremista Marco Sperotto Júnior. Segundo ele, o atleta foi barrado por não ter “fechado com o mesmo empresário de Renato”. Agora, terá que bancar a informação ou arcar com as consequências, naturalmente.

Enfim, história cansativa e desnecessária. Feito novela mexicana das piores. Sem clima para churrasco e, provavelmente, sem final feliz.

Perdem todos! Como diria a comunicadora norte-americana Abigail Van Buren: “Combata fogo com fogo e tudo que restará serão cinzas”.

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