Mais da metade das crianças e gestantes ainda não se vacinaram

As botas, cachecóis, luvas e toucas exibidas pelas ruas e as fotos de pinhão, chá, aquecedores e lareiras no Instagram denunciam: o frio chegou com tudo, isso que o inverno só chega daqui exato um mês, em 21 de junho. Mais do que o inconveniente de carregar casacos e blusões por aí, nas estações mais frias do ano as condições do clima intensificam as doenças do sistema respiratório, abrindo caminho para a gripe atacar principalmente as pessoas mais vulneráveis, como gestantes e crianças.

Não por acaso o Ministério da Saúde realiza todos os anos a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, aplicando a dose da vacina contra o vírus da gripe para o grupo prioritário: crianças, gestantes, mulheres que deram a luz a pouco tempo, indígenas, professores da rede pública, trabalhadores da saúde e idosos.

- De forma gratuita, os grupos prioritários podem tomar a vacina, anualmente. A dose da vacina faz-se necessária, todos os anos, pois ela não proporciona imunidade contra a gripe para toda vida - explica o secretário municipal da saúde Luis Augusto Carvalho.

Na atual campanha de vacinação dois grupos apresentam números muito baixos de adesão: crianças e gestantes.

Naturalmente a mulher gestante apresenta baixa na imunidade, condição que a deixa mais vulnerável a gripe. De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, a vacina é segura e tem efeito protetor enorme tanto para a mãe quanto para a criança.

- Quando a mãe toma a vacina, ela passa anticorpos para o seu filho, ainda na barriga, e a criança vai nascer já com uma imunidade que nós chamamos de passiva, que vai da mãe para o filho - explica a coordenadora.

Depois que nascem, as crianças ainda precisam estar protegidas contra o vírus da gripe, pois a doença pode agravar quadros clínicos de crianças que possuem outros fatores de risco causados por doenças respiratórias crônicas como asma, rinite, pneumonia e infecções das vias aéreas superiores.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, no Brasil, 13,2% das mortes de crianças de até cinco anos de idade ocorreram por essas complicações. Além disso, por ano, mais de um milhão delas morrem por pneumonia, em todo o mundo.

A nova rotina dos pequenos que começam na vida escolar é um dos fatores que contribuem para as transmissões do vírus da gripe. Em ambientes com muitas crianças, como creches, por exemplo, a aglomeração de crianças facilita a transmissão da doença. A melhor maneira de protegê-las contra a influenza e potenciais complicações graves é a vacinação anual. E para evitar as complicações da gripe, a imunização é recomendada às crianças que tem 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

Para se vacinar, basta procurar qualquer unidade de saúde do município munido da carteira de vacinação e um documento com foto.

 

OS NÚMEROS DA CAMPANHA EM VIAMÃO

- Crianças: de 15.097, 3.321 receberam a dose, 22%;

- Gestantes: de 2.522, 764 receberam a dose, 30,29%;

- Puérperas: de 415, 228 receberam a dose, 54,94%;

- Indígenas: de 442, 459 receberam a dose, 103,85%;

- Idosos: de 27.353, 16.066 receberam a dose, 58,74%

- Professores: de 1.775, 706 receberam a dose, 60,09%;

- Trabalhadores de Saúde: de 5.283, 2.597 receberam a dose, 49,16%;

De 52.287 pessoas do grupo de risco, 24.062 receberam a dose, 46,02% da população está imunizado.

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